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Literatura e entretenimento: Oposição ou conciliação?
//Por Editor de resenhas - Monday, 07 de July de 2008 às 13:32

Muitos dizem que Harry Potter é um clássico. Outros, que é apenas um fenômeno restrito ao midiático e ao financeiro. Qual é, afinal, o conceito de boa Literatura?
Sheila Vieira nos oferece os passos básicos para entender as controvérsias que envolvem Stephen Kings, Harold Blooms e Pasquales Cipro Netos da vida. O texto, na íntegra, você lê na extensão. Os comentários, deixe no rodapé da página (de preferência após ler o texto e não apenas os comentários anteriores).


por Sheila Vieira

O professor Pasquale Cipro Neto diz que não lê Harry Potter porque acha que não lhe acrescentará nada. Nós nos indignamos: como uma personalidade que defende o estudo da Língua não se intera de um dos maiores fenômenos literários da história? Podemos partir do raciocínio do lingüista para pensar se os livros de Potter têm alguma relevância além do campo mercadológico. Ou melhor, se eles são, de fato, boa literatura.

Devemos partir do princípio de que nem os lingüistas sabem definir com precisão o que faz com que um livro seja considerado bom. Há alguns “consensos” de autores de alto nível, como Machado de Assis, Dostoievski, José Saramago, Gabriel García Márquez, Jorge Luis Borges, além dos britânicos Charles Dickens e William Shakespeare, entre muitos outros. No entanto, todos eles diferem entre si em relação ao estilo e ao conteúdo de suas obras. Então, o que une todos esses autores em uma “aura” de qualidade?

Podemos considerar três planos: o do enredo, ou seja, quais são os temas abordados nas obras que efetivamente são de relevância e mexem com as pessoas, e como o autor incorpora esses temas em história(s), no tempo e no espaço. Mais relevante ainda, talvez, seja o do estilo, ou seja, como o autor escreve, joga com as palavras, faz uso de seu texto para criar inúmeras interpretações por parte dos leitores. Finalmente, devemos considerar o impacto que as obras trazem à sociedade, se a transformam (para o bem ou para o mal), se deixaram um legado para seus leitores. Por mais doloroso que seja, tentaremos submeter nossos adorados sete livros e a querida tia Jo a esse julgamento.

OS PORQUÊS DO IMPACTO JUNTO AO PÚBLICO
Em relação a Harry Potter, a principal questão levantada (por muitos e pelo vencedor do Children’s Laureate Michael Rosen) é que os livros trouxeram uma geração de crianças e adolescentes nascidos na era digital de volta à literatura. Enquanto as mídias se desenvolvem como nunca, e conseguimos acessar vídeos, sons, informação (relevante ou não) com a novidade da interatividade, questiona-se como uma história sobre bruxaria (algo recorrente na história da literatura infantil) pode envolver tantos leitores.

Atribuir o sucesso da série aos filmes é um equívoco, que pode ser combatido com o fato de que foi o lançamento bem-sucedido do livro “Prisioneiro de Azkaban” que incentivou o produtor de cinema David Heyman a dar início ao projeto cinematográfico de “A Pedra Filosofal”. Obviamente, não se pode contestar que a popularização de Harry em todo o mundo é devida à Warner, mas tudo não se resume a uma questão de marketing (outro argumento campeão na boca dos “anti-Potter”). Afinal, muitos produtos de entretenimento, embora tenham avassaladora divulgação, podem, e muitas vezes viram, retumbantes fracassos.

Tendo claro que publicidade é um argumento fraco para justificar totalmente a febre potteriana, podemos partir para outro questionamento que está dentro do aspecto do impacto da obra: a leitura de Harry Potter leva os jovens a outros autores de renome, ou não? Este assunto, que já foi abordado inclusive pela revista “Veja”, é complexo, pois submete milhões de leitores a uma generalização. Podemos falar apenas em um padrão de comportamento: entrar em contato com a palavra cria uma espécie de hábito. Ao ler um texto de grande extensão e complexidade pela primeira vez, nosso cérebro geralmente resiste. Isso não denota ignorância, mas sim uma mera falta de costume. Se, algum tempo depois, voltarmos a encará-lo, nossa resistência será menor, até um ponto em que ela não nos atrapalhará tanto.

Aqui está o problema das famosas “leituras obrigatórias” do vestibular. Acredito que as pessoas que fazem parte da comunidade do Orkut “Harry Potter na Fuvest” (eu entre elas) saibam que os autores exigidos pelas universidades são de grande importância, não só para as letras, mas para a formação de nossa identidade nacional. Mas a maioria dos vestibulandos simplesmente não se sente motivada a embarcar nessas histórias. Isso acontece muito pela falta de adaptação ao estilo e não propriamente pelos enredos desenvolvidos. Quando Carlos Drummond de Andrade diz em seu excelente poema “Procura da Poesia” que cada palavra “tem mil faces secretas sob a face neutra e te pergunta, sem interesse pela resposta, pobre ou terrível que lhe deres: Trouxeste a chave?”, ele valoriza a “tradução” que cada escritor faz, ao transformar pensamentos em uma expressão oral ou escrita. Se essa transposição é feita de forma que não atinja o leitor ou não traga nenhum sentido para ele, a “grande” literatura não cumpriu sua função. Deixo aqui uma primeira pergunta a vocês: é culpa do público, que não se interessa por textos mais elaborados e antigos, ou é de nossa educação, que não se preocuparia em facilitar essa compreensão? Ou então, nenhum dos dois?

O fato é que a prosa de Harry Potter não traz grandes dificuldades ao leitor comum, e isso facilitou a massificação do fenômeno com maior eficácia. Mas a real chave para a compreensão do seu sucesso é a identificação entre personagens e público, com ênfase no aspecto da idade e do amadurecimento. No entanto, a maioria dos intelectuais ainda não se deu conta disso, talvez por um certo preconceito. Caso algum dia uma pesquisa seja feita sobre a faixa etária dos fãs da série, provavelmente veríamos que a grande maioria está hoje na faixa dos 16 aos 22 anos. Ou seja, quando Harry “tinha” 12, nós passávamos por muitos dos dilemas emocionais do bruxinho, como a afirmação diante dos colegas, mais à frente, a primeira paixão, a transformação de alguns amigos em grandes parceiros de vida etc.

Contra esse argumento, poderíamos afirmar que a maioria das histórias para jovens tem exatamente jovens como protagonistas! Mas o segredo de Rowling é que, intencionalmente ou não, o amadurecimento de enredo e de estilo aconteceram juntamente ao dos personagens e ao dos leitores. Em “Pedra Filosofal”, o momento mais tocante é o Espelho de Ojesed. Se ele estivesse em “Ordem da Fênix” ou “Relíquias da Morte”, talvez fosse o capítulo mais tranqüilo.

O mais próximo que chegamos ao tentar afirmar por que os livros são tão bem sucedidos é considerar que a autora, ao mesmo tempo em que chamou o público para se identificar com os personagens e seus desafios, surpreende seus leitores a cada episódio. Essa surpresa reside na cada vez maior carga de drama, suspense, reviravoltas e bons diálogos. Isso faz mais sentido do que denunciar um certo desejo de resgatar uma infância e de escapar dos verdadeiros desafios da vida. Inclusive porque a série faz exatamente o oposto disso.

O ENREDO E A SUA “EMBALAGEM”
Em declaração ao jornal “The New York Times” há alguns anos, a escritora britânica A.S. Byatt afirma que Harry Potter é “uma colcha de retalhos inteligente de idéias recolhidas de todo o tipos de literatura infantil [...], escrita para pessoas cuja imaginação está confinada aos desenhos animados da TV, e aos exagerados [...] mundos-espelho das novelas, reality shows e fofoca de celebridades”. É difícil não questionar se a autora já chegou a abrir algum livro da série, quando dá a entender que o mundo mágico é repleto de segurança e encantamento.

Primeiramente, porque a magia do mundo de Potter não é escancarada, não se trata de uma prática livre, mas sim restrita a uma comunidade que se esconde justamente para não afetar gravemente a sociedade trouxa, que os bruxos, ao mesmo tempo, protegem e temem. E também não é através de feitiços que os problemas são resolvidos, mas sim através de valores praticados também pelos trouxas e representados nas quatro casas de Hogwarts: coragem, lealdade, sabedoria e ambição.

Desde a própria história do protagonista, que teve seus pais mortos por alguém que busca a imortalidade, e essa busca está diretamente relacionada à vida do garoto. O ambiente em que Harry viveu até os 11 anos de idade foi extremamente hostil, e mesmo o lugar em que se sentia em casa trazia inúmeros problemas a ele. Toda a história se passa em um clima de incerteza, em que não se sabe exatamente quem é vilão, ou mesmo se ele existe. Os personagens são postos em xeque pela consciência de Harry a cada momento.

A cada episódio, somos apresentados a temas universais como racismo, diversidade, terrorismo, disputas políticas, corrupção de tribunais, pobreza, entre outros, todos permeados pelo principal, que é o amor como motivação para o sacrifício e a deterioração da própria identidade, para derrotar a morte. Ou seja, assuntos que estão em evidência nos últimos tempos servem como “escada” para um contexto maior.

Mas todo esse arranjo garante que Harry Potter seja um exemplar de boa literatura? Harold Bloom é considerado um dos maiores críticos literários da história. Obviamente, ele seria perguntado a respeito do fenômeno criado por J.K. Rowling. Porém, Bloom não contava com que, a partir do momento em que deu sua opinião, seria odiado por milhões de pessoas ao redor do mundo. Afinal de contas, por que ele não gosta de Harry Potter? Nada melhor do que dar aspas a ele: “A mente de Rowling é tão governada por clichês e metáforas mortas, que ela não tem estilo de escrita”. Ou seja, Bloom vê a referência à astronomia, filosofia, geografia, história e a línguas como um contorno que enfeita uma trama óbvia e vazia.

Stephen King, o autor norte-americano de livros ficcionais de terror de grande sucesso como “O Iluminado” (1977), pensa diferente. Para ele, Harry Potter é “uma perspicaz história de mistério”, elogiando a maneira com que a narração é feita, em terceira pessoa, no entanto, sempre com uma visão “interior” do protagonista. Este é um recurso que não é tão fácil quanto recorrer à primeira pessoa, mas traz a mesma sensação de que sabemos exatamente o que Harry está sentindo e pensando. É como se fôssemos espectadores privilegiados da consciência do rapaz.

Colocando todos esse pontos de vista na mesa, é perceptível que os detratores da série, apesar de terem todo o direito de expressar suas visões, o fazem com certa precipitação, não analisando a série como um todo, mas julgando valores a partir de apenas um livro, ou trechos, até os próprios filmes. Como Isadora Cecatto argumenta muito bem em sua coluna, não estamos lidando com um conto de fadas, mas sim um romance que tem potencial para ser tornar um clássico (o que não quer dizer que já o seja). O que realmente se verifica entre os críticos é o recorrente preconceito contra best-sellers, como se sucesso de vendas e qualidade artística fossem dois atributos necessariamente antagônicos.

A INDÚSTRIA CULTURAL
Os best-sellers, como Paulo Coelho, Stephen King e Dan Brown, são constantemente apontados como os “assassinos” dos verdadeiros valores artísticos. Essa visão começa a ganhar força por volta de 1920, com os teóricos da Escola de Frankfurt (Alemanha). Eles defendem que a chamada “indústria cultural” ou “cultura de massa” fazem com que haja uma homogeneização do público em todo o mundo, derrubando as manifestações de arte locais, que não têm tanto espaço na mídia para divulgação.

Por volta de 1960, o semiólogo e escritor italiano Umberto Eco, autor de “O Nome da Rosa”, inicia uma crítica a essa postura, afirmando que a cultura de massa é uma manifestação da democracia na cultura, algo que integra populações em vários pontos do planeta em um mesmo ideal. Enquanto 10 entre 10 críticos brasileiros destruíam Paulo Coelho, Eco o elogiava. O entretenimento que é capaz de viajar o mundo merece aplausos por fazê-lo, em uma época em que os nacionalismos parecem ressurgir cada vez mais fortes.

No meio desse tiroteio de idéias, estamos nós, leitores, ávidos por defender nossos livros favoritos e um pouco inseguros de como fazê-lo. Se formos apreciadores da cultura das massas, temos argumentos para nossa defesa, assim como os “Harold Blooms” por aí também têm. Há alguma conclusão, ou tudo isso se resume a uma mera questão de gosto e argumentação? Esta é a pergunta para qual não encontrei resposta. E vocês?

REFERÊNCIAS
Ana Elisa Ribeiro [no Digestivo Cultural]
Cândida Vilares Gancho: Como analisar narrativas
Max Horkheimer: Teoria críticam
Umberto Eco: Apocalípticos e integrados

Site oficial do jornal “The New York Times”
Site oficial do “The Boston Globe”


Sheila Vieira é mais integrada que apocalíptica.

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Categorias: Colunas, Ensaios, J. K. Rowling, Outros, Sheila Vieira
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Comentários
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Pamela | Monday, 07 de July de 2008

Ficou ótimo o texto!!!


Marcelo L. | Monday, 07 de July de 2008

Creio que essa história de “boa literatura” não existe. Cada pessoa tem seu gosto, não é possível generalizar uma boa literatura.

No caso da questão “se HP leva à leitura de autores de renome”, foi depois de ler HP que comecei a me interessar pela literatura e li livros de Alexandre Dumas e John Grisham, por exemplo.

Quanto ao vestibular, concordo que as obras são excelentes – mas concordo que não motivam em nada. Eu mesmo tenho que ler Senhora, Poesia Lírica e Indianista e Quincas Borba até novembro. :roll:


Fábio | Monday, 07 de July de 2008

Gostei do texto, mesmo já sabendo que a autora pretendia defender a série.
A pergunta que fica é: Se vc precisasse ser um Artista Plástico para entender e apreciar uma pintura, qual seria a utilidade desta para as outras pessoas?


Mjuice | Monday, 07 de July de 2008

Parabéns pelo texto, está excelente mesmo…

Na faculdade ao estudar teoria da comunicação, sempre fui partidária dos integrados. Os argumentos do outro lado existem, mas são elitistas demais. Ser complicado não é sinônimo de ser inteligente. Escrever bem e com simplicidade é muito mais difícil do que esconder a mediocridade em textos pomposos.

Se Dickens vivesse hoje, seria considerado “cultura de massa”.Ele publicava suas histórias em fascículos e fazia sucesso com o público em geral.Do mesmo modo as criticas a J.K. têm pouco a ver com o estilo ou a qualidade de sua prosa.
O problema é o sucesso que alcançou. O pensamento dos “Pasquales por aí” é:Boa cultura pertence a poucos,e para me incluir nessa elite ( parecer inteligente e acima dos demais) assumo a postura de que “se muitos gostaram deve ser ruim …”

Na realidade é uma discussão sobre status não sobre literatura…


Pedro Henrique Freitas | Monday, 07 de July de 2008

Texto excelente, Sheila!
Nossa, você estava inspirada!
Demais! Parabéns mesmo!
Uma boa evolução desde o último. ;)


João | Monday, 07 de July de 2008

Texto mt bem elaborado :!: Concordo com o que o Marcelo L. diz, cada um tem o seu conceito de boa literatura :!: :!:
E acho que muitos dos críticos anti-Potter estão invejosos e frustrados pelo fatto dos seus livros não ter atingido o recorde de vendas como antigiu a série do Potter, enfim «dor de cotovelo dói muito». :D ;)


rodrigo | Monday, 07 de July de 2008

Parabéns, Sheila Vieira. Ótima e interessante coluna.


Marcos | Monday, 07 de July de 2008

Gostei muito do texto. Às vezes defendendo HP pra alguém fica chato ir contra a opinião de gente teoricamente autoridade em Literatura (Bloom por exemplo), mas sempre me consolo percebendo a paz que HP transmite – esses críticos que não souberam apreciar.

Mas eu não compararia HP com Paulo Coelho e etc., acho que o Mago tá num nivel absurdamente inferior ao do Bruxinho (XD).
Eu acho que HP tem mais ou menos “níveis” de apreciação – uma criança pode amar a história, e a apreciação dela é tão genuína quanto a minha, mas o modo como eu vejo a história e o universo potteriano com os anos acabou ficando tão profundo, eu e o livro nos tornamos tão próximos, que o meu nível de apreciação seria, não melhor, mas “mais denso”. Tenho certeza que isso acontece também com qualquer um que fique tão perto da série.

~~~~

De novo, parabéns pelo texto. Achei a análise bem ponderada, sensata – sem exageros nem apelos.
Bem interessante


Paty | Monday, 07 de July de 2008

Adorei o texto, mto bem escrito, parábens!
É dificil definir oq é literatura ruim, Augusto Dos Anjos usou ‘escarro’ em sua poesia e ficou maravilhoso, então é questão de gosto msm.Só é dificil de aceitar, qnd as pessoas criticam s/ ao menos ler,e não da p/ negar q é dificil ler Machado, por exemplo, é maldade pedir isso p/ alguém de 11 anos( as vezes até p/ alguém de 17), é bom começar por algo c/ q se identifique , e HP é isso.
Só q o problema é saber até q pontos ‘literatura de massa’ é ruim msm , oq me parece é q mtas pessoas ficam incomodadas c/ o fato desses livros tirarem o povo da ignorancia, é tão bom debater c/ gente alienada, faz c/ q se sintam + inteligentes.


Vinícius | Tuesday, 08 de July de 2008

Dissertação sublime, XD, perfeito como você expõe suas idéias, leva algumas pessoas, que criticam sem entender, a pensar melhor no que estão dizendo, pois como diz meu magnifico professor de literatura: “É preciso conhecer o inimigo antes de montar a estratégia de batalha”


rodrigo | Tuesday, 08 de July de 2008

É uma perda de tempo discutir o que seja boa literatura ou não, ou o grau de qualidade desta ou daquela obra. Na minha opinião existem DIFERENTES tipos de expressão, e cada um deles cumpre um papel diferente. Quando se lê Clarice Lispector, a sensação é diferente da de quando um gibi da Turma da Mônica, por exemplo. E seria um absurdo esperar que o Maurício de Sousa fizesse reflexões existenciais ou escrevesse no estilo lispectoriano em seus trabalhos. E seria muito chato um mundo onde tudo fosse colocado nos moldes do que os que se dizem críticos consideram culto.

Harry Potter é com certeza uma porta para outras literaturas, valham-se desse meio de discussão, dessa coluna e das excelêntes citações. Por falar nisso, quando terá outro “Natal a la Hermione”? Acho a ocasião das férias uma boa deixa pra vocês nos indicarem bons livros!

Adorei a coluna, espero ler mais de você!


TiAgO | Tuesday, 08 de July de 2008

Muito bom o caminho de discussão que você levantou com este texto. Gosto quando o colunista têm sua opnião própria mas do mesmo jeito, mostra em seu texto os vários lados de uma polêmica. Isso é realmente algo muito difícil de se debater, ou de se chegar a uma conclusão. Os argumentos de Eco e dos literatos de Frankfurt me parecem ambos sensatos. Na verdade, tlvz um meio termo nesse caso seria a melhor opnião. Harry Potter pode ter seu lado midiático, cm tds sabemos – o fato de Cho Chang ser chinesa, de Dumbledore ter sido declarado gay (dpois q tds os livros foram lançados e devidamente vendidos pelo mundo), entre outros exemplos. Mas com certeza aproxima as pessoas da leitura, cm aproximpou a mim, q antes da série não gostava de ler e hj leio livros bastante diferentes de Harry Potter.


TiAgO | Tuesday, 08 de July de 2008

Cm disse um homem mto sabio: “os livros são espelhos, neles vemos nosso próprio reflexo”


Ana Clara | Tuesday, 08 de July de 2008

Uau, parabéns! Foi uma ótima coluna.
Encontro muitas dificuldades para defender Harry, sua coluna provavelmente vai me ajudar daqui pra frente! ;)


Viviane Weasley | Wednesday, 09 de July de 2008

A colunista está de parabéns”!!!!!

Está tão bem escrita, que quase nem tem o que comentar, mas tenho que deixar minha opinião.

A “explosão estrondosa” do fenômeno Harry Potter, se deve, particularmente, a divulgação “boca-a-boca”, que aumentou quando a franquia começou a ser filmada.

O fato de alguns escritores renomados não se dispuserem a ler os livros e com isso fazerem comentários absurdos, se deve mais ao fato de acharem q esse tipo de leitura é voltado e indicado somente para crianças e adolescentes?!
Com pouco ou nada de conteúdo…. (:evil: :evil: )

Engano deles!! Os livros tem enredos que crescem e se tornam maduros e sombrios a medida que nosso amado bruxinho evolui e o mesmo acontece conosco, o que acarreta na vontade de continuar lendo para sempre…..
Com textos simples e direto, não fica “enrolando”, como tantos outros que nem com auxílio de dicionário, conseguimos ler e entender o que acontece.

Sem falar que….

É sempre bom ter argumentos, para se debater com pessoas que consideram a leitura do livro,como infantilidade, uma vez que se considera que os livros do Harry Potter são indicados somente às certos tipos de pessoas.

Parabéns!!!!!!!!!!!


Alisson | Wednesday, 09 de July de 2008

Ana Elisa, parabéns! O texto está ótimo, trouxe pra nós, ávidos defensores da tia Jo, impecáveis argumentos para ir de encontro à gente que critica Harry Potter preconceituosamente. Concordo com o que disse a Mjuice, é muito mais difícil escrever bem e com simplicidade do que esconder a mediocridade com textos pomposos. Aquelas leituras obrigatórias são importantes sim, mas não têm a mínima eficiência quando o assunto é formar jovens leitores. É muito melhor fazê-los começar com algo mais leve, interessante, que incentive-os a tomar gosto pela leitura. Por experiência própria, posso afirmar que a Jk Rowling abre caminho sim para outros autores!!
=P

Parabéns!!! :)


Lu Potter | Thursday, 10 de July de 2008

Noooooooossa!!!!!
Eu simplesmente não tenho palavras para expressar o quanto eu AMEI essa coluna!!! Sinceramnete, foi uma das mais bem elaboradas e escritas que eu já vi aqui, e olha que aqui tem escritores muito bons!!!

Não vou dar minha(s) opinião(ões), senão vou ficar aqui o dia todo (eu teria que falar sobre cada parágrafo!), mas eu concordo com você em tudo aqui! Tá de parabéns!

Ah, só uma coisa: eu concordo com o que disse o Marcelo L. lá em cima: acho que não existe isso de literatura boa e ruim; depende muito do enredo, da escrita, até do gosto das pessoas……. Há quem não goste de alguns dos maiores clássicos da literatura brasileira. Há quem leia livros que “não vão lhes acrescentar nada”. Por isso essas pessoas não são “apreciadoras de boa literatura”????? Eu acho que nem sempre! hehe


Naty ♥ | Monday, 21 de July de 2008

Noossa liindo o texto!Muito bem escrito :D

Concrdo com os colegas acima x)
Literatura boa vai de cada um. E por mim HP entrava cmo leitura obrigatória de todas universidades 8)
Particularmente, lê os livros me acalma, me passa uma paz, um sentimento q não da pra explica… E sinto flta de conta os dias pra mais um se lançado…

E axo q sem essas de ‘maiores críticos literários’ o cara é considerado maior por quem? Por pessoas q pensam da msma forma q ele? ¬¬ Pela minha pessoa q nao foii xD E que se dane tbm, só gosta de HP quem entende a complexidade do assuntos tratados, quem snti oq o Harry senti :D ;)


Naty ♥ | Monday, 21 de July de 2008

*dos


Anonymous | Tuesday, 12 de August de 2008

:oops: :evil:


Anonymous | Tuesday, 12 de August de 2008

parabens adorei o texto muito legal
:)


Anonymous | Friday, 05 de March de 2010

;) 8) :o 8O 8O :oops: :oops: :oops: :oops: :oops: :oops: :oops: :oops:



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