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Marcada estreia de Wild Target e dossiê Cherrybomb

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Intérprete do ruivo Rony Weasley, Rupert Grint está atualmente trabalhando nas árduas e duradouras gravações das adaptações de Relíquias da Morte. Entrementes, novidades sobre seus outros trabalhos recentes continuam pipocando por aí.
Em uma recente atualização, a Variety divulgou informações sobre o filme Wild Target. O filme, que mostra Grint como aprendiz de mercenário, deve ser lançado para distribuição em julho deste ano. 

Isto não significa, porém, que a película será exibida nos cinemas ou mesmo em festivais independentes: ao que parece, o lançamento será diretamente para o formato de venda. Permaneçamos atentos aos rumores, pois.

Além disso, nossa equipe elaborou uma espécie de dossiê com os três principais artigos e entrevistas com o jovem ator para a promoção de Cherrybomb, divulgados à época da estreia do longa no Festival de Filmes de Berlim. Você pode conferir os textos na extensão, traduzidos na íntegra por nossos tradutores.

RUPERT GRINT
Exclusivo RGN: Set Report de Cherrybomb!

RupertGrint.net ~ Andrew Johnston
13 de fevereiro de 2009
Tradução: Renan Lazzarin

Todo mundo tem alguma ideia de como um estúdio cinematográfico se parece. Um diretor de pavio curto gritando “Ação!”, estrelas mimadas reclamando sobre o tamanho de seus camarins, cadeiras com os nomes de todo mundo… A realidade, no entanto, é um pouquinho diferente, como descobri hoje.

Cherrybomb, o longa de estreia da dupla de diretoras Lisa Barros D’Sa e Glen Leyburn, foi gravado por três semanas em Newtownabbey. Foram filmagens contidas, sendo a ‘nova cidade’ do condado de Antrim uma locação improvável para uma das estrelas da franquia de filmes de maior bilheteria no mundo.

Mas Rupert Grint – mais conhecido como Rony Weasley na série Harry Potter – trabalhou duro nas gravações com seu papel de Malachy, no conto de “sexo, drogas e carros roubados” de Daragh Carville.

Tinha acabado de terminar de escrever a coluna televisa da semana para um jornal local quando recebi um convite para assistir algumas das cenas sendo filmadas e entrevistar o elenco e equipe técnica. Me sinto honrado e até um pouco surpreso de que o jornal para o qual escrevo, o News Letter – o periódico mais antigo em língua inglesa, caso não saiba – tenha sido o único representante da mídia impressa a visitar o estúdio.

Cheguei ao Valley Leisure Centre – que se tornou o ‘Titanic Leisureplex’ – por volta do meio-dia e vi Carol McCullough, a publicitária da unidade, vagando por aí. Rupert se juntaria a nós depois de terminar algumas entrevistas gigantescas por telefone, dizia Carol.

O set de Cherrybomb no saguão do Valley é tão longínquo do reino dos filmes arrasa-quarteirões quanto você possa imaginar. Não há gruas, camarins estelares, nem paparazzi se escondendo nos arbustos. Um acidente de carro fora filmado, e há cenas de luta, mas hoje serão só diálogos. A diretora-assistente parece relaxada, com os fregueses do centro de lazer fugindo dos holofotes e câmeras e a equipe comendo muffins. É uma boa vibração.

A primeira pessoa com quem converso é o substituto de Rupert, Adam Montgomery. O estudante de dramatização local conseguiu o papel devido à sua estatura de 1,60m e os cabelos ruivos. Depois das filmagens, Adam pretende conseguir um emprego numa garagem para poder “comprar uma motinha”.

O próximo a chegar é Robert Sheehan, que interpreta Luke. O colega de Rupert tem cabelos rebeldes e uma jaqueta rockeira com tom de funk e transborda de energia ao descrever sua relação com o personagem de Rupert no filme: “Luke e Malachy são melhores amigos. O problema aparece quando aparece uma garota e brigamos por ela. Acho que a culpa de todo o filme é da garota.”

“A garota” é a personagem de Kimberley Nixon, Michelle. A estrela galesa do filme Angus, Thongs and Perfect Snogging está no outro lado do estúdio, folheando uma revista enquanto espera entre as filmagens. Pergunto a ela como é trabalhar com Rupert e Robert. “Não poderia querer rapazes mais legais,” diz. “Houve algumas cenas desafiadoras, mas eles foram tão doces e amáveis que me sinto simples e segura perto deles, o que influencia diretamente num melhor trabalho.”

É aí que Rupert chega ao campo de visão. Vem vestido com o uniforme roxo de seu personagem – Malachy trabalha no Titanic Leisureplex para o pai de Michelle, Crilly, interpretado por James Nesbitt – e seus cabelos estão escovados para trás. Rupert estivera tagarelando com jornalistas a manhã toda, mas não demonstra nenhum sinal de cansaço ao conversar sobre sua experiência na Irlanda do Norte.

“Quando cheguei aqui pela primeira vez, foi um choque e tanto,” conta. “Nunca havia estado aqui antes, então era tudo novo. Mas é um lugar ótimo e todo dia tento dar umas voltas. Estive na Calçada dos Gigantes e na Ponte de Cordas Carrick-a-Rede.”

Estou pautado a assistir as três jovens estrelas gravando uma cena. É difícil dizer como a sequência ficará no filme terminado, mas uma coisa é certa: Rupert e Robert pegaram mesmo o sotaque de Belfast. É uma entonação indubitavelmente traiçoeira, tendo já enganado os grandes, como Brad Pitt e Tommy Lee Jones.

“Não é um sotaque ao qual já estive familiarizado,” afirma Rupert. “É uma mistura de sons diferentes. Tive que começar do início, mas Brendan Gunn, o técnico de voz, fez um CD com todas as minhas falas e isso me ajudou muito.”

Despindo-se da franquia de Harry Potter, Cherrybomb traz temas adultos, orçamento modesto e filmagens rápidas. “É um mundo totalmente diferente,” fala Rupert. “Não dá para comparar. Hoje, por exemplo, estamos fazendo 12 cenas. Em Potter, fazemos uma cena por dia; às vezes por uma semana, sendo grande percentagem delas com telas verdes. Aqui não tem nada disso.

“Nunca quis me afastar dos filmes infantis, simplesmente aconteceu. No espaço de tempo de uma semana, recebi o roteiro, conheci os produtores e assim foi. Foi um pouco estonteante. Fico nervoso quanto a como será recebido!”

E falando sobre Potter: “O número seis sai em novembro [sendo depois adiado para julho de 2009]. Então, haverá o grandão, o número sete, que será dividido em dois. Vai ser um ano e meio de filmagens, começando em fevereiro. No meio tempo, farei Wild Target, que será filmado na Ilha de Man.”

No caminho de volta, dou uma palavrinha rápida com a codiretora Glen Leyburn, rasgando elogios para Rupert. “Ele tem sido genial,” afirma Glen. “É um cavalheiro e muito fácil de se lidar. Não poderíamos querer alguém mais calmo, e ele tem um talento incrível.”

Minha tarde nos sets de Cherrybomb não foi tão glamurosa ou agitada quanto teria esperado, mas foi uma experiência interessante – para guardar na memória e fazer inveja aos meus colegas fãs de Potter.

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RUPERT GRINT
Exclusivo: SnitchSeeker entrevista Rupert Grint
no Festival de Filmes de Berlim

SnitchSeeker ~ Jen
09 de fevereiro de 2009
Tradução: Renata Grando

Ontem foi a primeira vez que você assistiu ao filme?
Rupert:
Foi na verdade minha segunda vez. Eu assisti uma semana antes, na verdade, em casa no DVD, apenas porque queria assistir; e não queria que a primeira vez fosse lá. Eu estava bem nervoso – obviamente é muito diferente de qualquer coisa que eu já tenha feito. O sotaque também, foi bom assistir.
Há alguma desculpa para o comportamento de Luke, Malachy ou Michelle? É fácil perdoar e esquecer?
Rupert: Eles passam por uma montanha russa; eu acho que eles meio que crescem bem rapidamente – quer dizer, eles tem 16 anos, e as coisas que eles fazem – eu simplesmente acho que tem que terminar mal no final.

No geral, o que você aprendeu fazendo o filme? Como ator, agora que existem três personagens fora de Rony?
Rupert:
Eu realmente gostei do triângulo amoroso entre os três, e o fato de que ocorre em Belfast – geralmente, os filmes Belfast são todos sobre religião e conflitos e coisas desse tipo.

Nós sabemos que você ficou bem interessado no roteiro – quando você fez Lições da Vida – você pensou, “oh, eu posso dirigir”, – então o que foi em relação a Cherrybomb? Você simplesmente queria se expandir como ator e fazer alguma coisa mais extrema, ou houve algo mais que se destacou quando você olhou para ele pela primeira vez?
Rupert:
Era bem desafiador, na verdade, e o sotaque também – eu fiquei bem interessado em como eu me sairia. Saiu tudo bem; ajudou o fato de que os outros dois, Rob e Kim, meio que não falam daquele jeito também, e nós estávamos aprendendo juntos. Foi muito mais fácil. E foi bem assustador porque nós estávamos no set e toda a equipe fala daquele jeito, também, e nós nos sentíamos meio pressionados a fazer direito.

E quando você assistiu de novo, teve alguma cena que se destacou?
Rupert:
Eu acho que a cena de amor foi grande para mim e Kim pois nós dois éramos novos nisso, e estávamos bem nervosos.

Nós ficamos sabendo que vocês faziam palavras-cruzadas – é verdade?
Rupert:
Ah, sim, nós fazíamos! Entre as tomadas; isso ajudava. Foi bom no final; depois das primeiras tomadas, nós ficamos mais confortáveis com a situação. É na verdade pior assistir do que fazer. É bom, e não muito gráfico.

Se você tivesse a oportunidade, gostaria de interpretar um personagem como o de Luke?
Rupert:
Sim, talvez, alguém mais confiante, mais louco seria legal.

Quando você ia para casa após a filmagem, como era tentar sair da história louca de Malachy – obviamente você disse que se divertiu muito filmando…
Rupert:
Sim, foi estranho porque depois que eu fiz Wild Target, com um mês entre eles, e levou um tempo até eu perder o sotaque, na verdade, porque nós fomos três por um mês e realmente pegamos o sotaque.

Uma das cenas mais desafiantes foram as cenas de luta. É verdade?
Rupert:
É bem físico porque nós ficávamos dentre e fora da piscina, e meio que lutando. Nós ficamos naquela piscina por umas três semanas; a maior parte do filme foi feita na piscina. Nós tínhamos que sair da piscina, secar e fazer de novo. Foi bem difícil, mas foi divertido.

Você teve que passar por algum tipo de treinamento para isso, ou eles te jogaram dentro da piscina?
Rupert:
Não, não houve dublês, a gente simplesmente lutava, na verdade.

No futuro, você vai ter que fazer algum treinamento para Relíquias da Morte ou alguma coisa do tipo?
Rupert:
Sim, porque tem muita coisa de ação, particularmente com Rony. Eu acho que fiz todos os dublês desse, porque o Quadribol é realmente divertido nesse, e um pouco doloroso. Foi divertido.

Nós ficamos sabendo sobre a vassoura…
Rupert:
Sim, eles fizeram uma cadeira para mim – eles fizeram um molde; eu sentava numa coisa gelatinosa para pegar um molde da minha (risadas)… para deixar mais confortável, eles fizeram um assento acolchoado. Eu fiquei lá um tempão e acaba ficando dolorido.

RupertGrint.net quer saber o seu útimo livro, filme, álbum que você leu, viu e ouviu, for a de Cherrybomb, é claro.
Rupert:
O último livro provavelmente foi Relíquias da Morte; eu li novamente, na verdade, porque estamos prestes a começá-lo. Sim, esse foi o último livro. O último filme Quem Quer Ser um Milionário?, é muito bom. O ultimo álbum… Não sei, eu não compro mais álbuns na verdade, é tudo digital do iTunes. Eu passo por fases diferentes de música, na verdade, e no momento estou ouvindo um pouco de The Clash.

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RUPERT GRINT
Stern entrevista Rupert

Stern ~ Drucken
10 de fevereiro de 2009
Tradução: Raisa Garcia

Senhor Grint, esse personagem cheirador de cocaína, movido por sexo e promíscuo que você faz em Cherrybomb é meio que um personagem Anti-Harry Potter…
Rupert:
(ri) Realmente. Não tem muito em comum com Rony Weasley. É um filme muito mais adulto. Eu aproveitei muito isso.

Foi uma decisão consciente aceitar esse papel?
Rupert:
Não, sim, talvez…

Seu agente não se preocupa que esse filme sobre adolescentes descontrolados possa denegrir sua inocente imagem de Harry Potter?
Rupert:
É possível. Mas esse filme é feito para uma audiência diferente. Todos nós crescemos um pouco, e é por isso que posso fazer algo assim. Tenho 20 anos agora.

É verdade que há uma cláusula no contrato de Harry Potter que prescreve um bom comportamento?
Rupert:
Nunca ouvi falar nisso. Eu nunca fiz nada demais.

Você está animado para filmar o próximo Harry Potter? Harry Potter e as Relíquias da Morte terá duas partes.
Rupert:
Sim, serão aproximadamente 14 meses filmando. É muito tempo, mas vale a pena. É um grande livro de muita importância, porque é o último filme.

Você já está pensando na vida após Harry Potter?
Rupert:
Ainda há tempo, mas, de certa forma, sim.

Como a fama de Harry Potter influenciou a você, sua família, suas amizades, sua conta bancária?
Rupert:
É claro que mudou minha vida completamente. Mas tudo aconteceu tão rápido, e eu me diverti muito.

Às vezes você se pergunta o que seria de você sem Rony Weasley?
Rupert:
Ah, sim. E não tenho idéia. Provavelmente um sorveteiro, que por muito tempo foi meu objetivo (risadas) Mas falando sério: tive muita sorte.

O sucesso de Harry Potter nunca lhe custou amigos?
Rupert:
Não, sempre mantive contato com meus amigos. Eu tinha folga nos finais de semana, e morava bem perto do estúdio. Eu tinha uma vida bem normal.