Chapéu Seletor

Um Chapéu Seletor nos brinquedos de Toy Story

Quase dez anos após o lançamento do terceiro filme, a franquia Toy Story retornou aos cinemas. Em comemoração ao lançamento, o POTTERISH levou o Chapéu Seletor até o mundo dos brinquedos para descobrir quais seriam as casas de Hogwarts dos personagens.

Woody

O Xerife Woody é muito corajoso e inteligente, mas tudo que ele faz é por causa de sua lealdade aos amigos. Em Toy Story 4, mais uma vez ele demonstra que é o melhor amigo que uma criança (e um brinquedo) podem ter. Por isso, o Chapéu Seletor decidiu colocá-lo na… LUFA-LUFA!

Potterish :: Harry Potter, o Ickabog, Animais Fantásticos e JK Rowling Um Chapéu Seletor nos brinquedos de Toy Story
Foto: Disney-Pixar/Divulgação

Buzz

Coragem é o que não falta para Buzz Lightyear, que está sempre disposto a se meter em problemas para ajudar qualquer um, pois este é seu dever como patrulheiro do espaço. No novo filme, ele decide mais uma vez partir sozinho em uma missão arriscada para ajudar Woody. Buzz ficaria bem na… GRIFINÓRIA!

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Foto: Disney-Pixar/Divulgação

Betty

A pastora de porcelana aparece pouco nos dois primeiros filmes, mas, em Toy Story 4, ela assume um papel fundamental na jornada de Woody e demonstra uma maturidade que a separa da imagem da bela e doce camponesa. Ao contrário de Woody, ela não toma decisões precipitadas e sempre pensa em qual é a melhor maneira para pôr seus planos em prática. Por isso, ela deve ir para… CORVINAL!

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Foto: Disney-Pixar/Divulgação

Garfinho

Em Toy Story 4, Garfinho enfrenta uma verdadeira crise existencial, até que, com a ajuda de Woody, ele consegue perceber e aceitar sua condição de brinquedo. Nesta jornada, mesmo quando está sofrendo, Garfinho consegue se colocar no lugar dos outros e tomar atitudes muito empáticas. Ele ficaria bem na… LUFA-LUFA!

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Foto: Disney-Pixar/Divulgação

Gabby Gabby

Apesar de à primeira vista parecer uma boneca doce e agradável, Gabby Gabby está disposta a fazer tudo que for preciso para alcançar seus objetivos. Ela domina o Antiquário onde vive e vê em Woody a oportunidade perfeita para resolver seu maior problema. Por isso, Gabby Gabby vai para… SONSERINA!

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Foto: Disney-Pixar/Divulgação

Patinho e Coelhinho

Patinho e Coelinho conhecem Woody, Buzz e Betty de repente e, mesmo que não sejam amigos deles, a dupla não pensa duas vezes se vale a pena arriscar a vida para ajudá-los. Completamente impulsivos, eles gostam de resolver as coisas de maneira prática. Por isso, ficarão juntos na… GRIFINÓRIA!

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Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald ︎◆ Artigos

Animais Fantásticos não esconde sexualidade de Dumbledore, mas deixa a desejar

Em outubro de 2007, durante um encontro com fãs em Nova York para promover Harry Potter e as Relíquias da Morte, J.K. Rowling contou que Alvo Dumbledore era gay. Houve aplausos e ovações de satisfação, e a autora disse que, se soubesse que isso faria os fãs tão felizes, teria revelado antes.

Desde então, a discussão não parou. Os fãs se dividem entre homofóbicos, pessoas que criticam o posicionamento tardio ou “monetizado” e pessoas perdidas no meio da conversa. Muitos, no entanto, não levam em conta que o episódio aconteceu em 2007, quando pautas sociais e representatividade não eram populares. Provavelmente Rowling não obteria pink money com tal declaração: na época, conquistas dos movimentos LGBTQ+ ainda engatinhavam quanto à representatividade em grandes mídias. Se isso fosse alterar os números das vendas da série, seria negativamente, considerando que a sociedade ainda não havia avançado em tais discussões. É possível, então, considerar que Dumbledore foi pensado como um homem genuinamente gay pela autora enquanto escrevia a série.

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Dumbledore interpretado por Michael Gambon em Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban (Foto: Warner Bros. Pictures/Reprodução)

Assim que o personagem foi confirmado no segundo filme da franquia Animais Fantásticos, as discussões acerca de sua sexualidade voltaram a se intensificar. Considerando que os filmes tratam especificamente da história de Gerardo Grindelwald, o interesse amoroso de Dumbledore pelo bruxo das trevas seria explícito? Mesmo que não correspondida, a paixão seria abordada? Ou a produção do filme seria apenas mais uma a promover queerbaiting?

Para esclarecer, queerbaiting é quando o marketing de uma atração (seja ela um filme, uma série ou um livro) sugere um relacionamento não heterossexual entre determinados personagens, mas isso nunca é concretizado durante a história. É, portanto, apenas uma jogada para atrair um público não heterossexual, mas sem que a história traga relacionamentos que os represente de verdade.

O marketing deste filme foi pouco responsável ao sugerir motivações falsas para determinadas ações de Dumbledore nos trailers. Mas houve queerbaiting em Os Crimes de Grindelwald? Entende-se que não, porque está claro, desde 2007, que Dumbledore é gay, e as cenas dão a entender uma relação muito forte entre Grindelwald e ele. Além disso, não existem outros interesses românticos envolvendo os personagens, o que não dá margem para uma heterossexualização forçada deles.

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Dumbledore vê Grindelwald no Espelho de Ojesed, que mostra o desejo mais profundo de seu coração (Foto: Warner Bros. Pictures/Divulgação)

O ator Jude Law trabalha muito bem a interpretação desse personagem tão enigmático. Ele já havia dito em entrevistas recentes que sua caracterização não seria caricata e que, assim como qualquer outra pessoa, Dumbledore não é definido por sua sexualidade. Isso realmente transparece no filme. Law conseguiu transmitir uma personalidade carismática, sábia e bem intencionada, muito parecida com a do Dumbledore velhinho visto em Harry Potter. Além disso, o ator embutiu em sua interpretação traços não heteronormativos. Para quem sabe que ele é gay, a caracterização está brilhante. Entretanto, por conta da sutileza, quem não está disposto a reconhecer não reconhecerá. Por isso, de fato, o filme deixou a desejar.

Enquanto outros filmes, séries de TV e livros voltados para o público jovem têm demonstrado responsabilidade ao explicitar e tratar com naturalidade relacionamentos não heterossexuais em suas tramas, Os Crimes de Grindelwald passa de raspão, mas não atinge o alvo. As cenas são sugestivas, e o público que entende a mensagem percebe que houve um relacionamento. No entanto, o público homofóbico que torce o nariz para relacionamentos não heterossexuais talvez não tenha a mesma eficiência interpretativa, ou simplesmente insista em ignorar essa subtrama com apoio de um roteiro que não se esforça para afirmar a não heterossexualidade de seus personagens.

Potterish :: Harry Potter, o Ickabog, Animais Fantásticos e JK Rowling Animais Fantásticos não esconde sexualidade de Dumbledore, mas deixa a desejar
Em Animais Fantásticos, Dumbledore dá aulas de Defesa Contra as Artes das Trevas (Foto: Warner Bros. Pictures/Divulgação)

No contexto atual, isso se torna ainda mais preocupante. Por que Dumbledore não disse com todas as letras os motivos para não ser capaz de ir atrás de Grindelwald? Por que o máximo de sugestão por parte do roteiro foram olhares significativos de Jude Law enquanto dizia “ele Grindelwald era muito mais do que um irmão” e uma cena fofa de dois garotos que seguram as mãos? Caberia, em algumas cenas, uma explicação de Dumbledore de que se apaixonou por seu inimigo. Mas por que isso não aconteceu?

As perguntas ecoam porque seguem sem resposta. A impressão é de que o filme não quer se indispor com nenhum dos dois públicos: nem com os homofóbicos, nem com os LGBTQ+. Mas como aprendemos com Newt neste filme, existem certos assuntos que exigem que escolhamos um lado, e é melhor quando estamos do lado certo. Resta esperar um avanço concreto em relação à representatividade não heterossexual nos próximos filmes da franquia.

Escrito por J. K. Rowling e dirigido por David Yates, Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald chega aos cinemas brasileiros em 15 de novembro de 2018.

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Revisão: Pedro Martins

Animais Fantásticos ︎◆ Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald ︎◆ Artigos

CRÍTICA: Os Crimes de Grindelwald tem história demais para pouco tempo

Ao ser anunciada como uma quintologia, Animais Fantásticos ganhou um escopo muito maior para explorar a história do Mundo Bruxo antes da jornada de Harry Potter. O primeiro filme, Animais Fantásticos e Onde Habitam, tem um enredo divertido, mas que serve somente para apresentar personagens. Ficou para sua sequência, Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald, a responsabilidade de apresentar de verdade os elementos que conduzirão a franquia.

Não é uma tarefa fácil. Em um Mundo Bruxo cada vez mais aflito em relação aos trouxas, Grindelwald (Depp) surge como um representante dos bruxos que não querem mais se esconder. Ele está atrás de Credence (Miller), por acreditar que o poder do rapaz enquanto Obscurial é a chave para sua ascensão. Dumbledore (Law) vê em Newt (Redmayne) a capacidade de alcançar Credence antes de Grindelwald e impedir seus planos. Tina (Waterston) também está atrás do rapaz, continuando o trabalho que começou no filme anterior. Queenie (Sudol), por sua vez, quer se casar com Jacob (Fogler) e, portanto, está cansada das leis bruxas que a impedem.

Pela quantidade de personagens citadas nesta tentativa de sinopse, é perceptível que o filme é cheio. Não apenas cheio, mas denso. São duas horas e vinte minutos que, apesar de não serem cansativas, são sentidas. Há o enredo de Credence, de Tina, de Queenie, de Newt, de Teseu (Turner), de Leta (Kravitz) e de Grindelwald. Eles se cruzam? Claro. Mas demora.

Potterish :: Harry Potter, o Ickabog, Animais Fantásticos e JK Rowling CRÍTICA: Os Crimes de Grindelwald tem história demais para pouco tempoOs personagens adentram o mausoléu dos Lestrange (Foto: Warner Bros. Pictures/Divulgação)

Ritmo talvez seja a questão chave deste filme. Ele inicia com a cena da fuga de Grindelwald do MACUSA, que, apesar de já ter sido vista quase inteiramente nos trailers, não deixa de ser confusa. Os movimentos de câmera somados à fotografia escura atrapalham o entendimento de quem está onde. Além disso, os aurores que Grindelwald derrota beiram à incompetência e, portanto, não trazem o nível de tensão necessário para a cena. Em seguida, o roteiro traz introdução atrás de introdução para situar o espectador sobre como e onde está cada personagem já conhecido, o que leva um tempo que mais tarde faz falta.

Por ser uma trama com muitos personagens, a maioria deles têm pouco tempo de tela. Enquanto Tina está muito mais elegante e segura de si, pronta para cumprir sua missão de uma vez por todas, Queenie parece de repente ter virado uma criança birrenta, distante da personagem carismática e alegre apresentada no filme anterior, e isso faz com que a resolução do seu conflito seja insatisfatória, pois ela simplesmente vira uma caricatura. Jacob continua divertido e carismático, e Newt mais uma vez se mostra um típico lufano, mas desta vez fica perdido no papel de protagonista ao perceber que a trama é muito, mas muito maior do que ele.

Potterish :: Harry Potter, o Ickabog, Animais Fantásticos e JK Rowling CRÍTICA: Os Crimes de Grindelwald tem história demais para pouco tempoQueenie (Foto: Warner Bros. Pictures/Divulgação)

Apesar do título do filme não se justificar pelos crimes, ao menos Grindelwald é o personagem mais forte do longa-metragem. Persuasivo e inteligente, é impossível não sentir um gosto de “quero mais” toda vez que ele sai de cena. Seu discurso é poderoso e tem uma lógica que o torna muito mais perigoso do que o vilão de Harry Potter, Lorde Voldemort. Grindelwald não suja as mãos, não se compromete. Ele manipula os outros para que sigam seus comandos sem perceber o que estão fazendo. Em uma cena de discurso de arrepiar o corpo inteiro, Grindelwald utiliza um momento histórico trouxa para cravar seu argumento. É sensacional.

Potterish :: Harry Potter, o Ickabog, Animais Fantásticos e JK Rowling CRÍTICA: Os Crimes de Grindelwald tem história demais para pouco tempoO discurso de Grindelwald (Foto: Warner Bros. Pictures/Divulgação)

No que diz respeito a roteiro, apesar de diálogos ótimos, J. K. Rowling ainda não aprendeu a se conter e parece muito mais estar escrevendo um livro. Muitos elementos do filme não servem para nada, a ponto de um personagem simplesmente sumir no meio da trama. Há um enredo importante que, em vez de ser desenvolvido ao longo do filme, é jogado em uma cena grotescamente expositiva que faz com que a história perca quase todo o impacto. O roteiro tem falhas amadoras, mas a consequência disso é sentida no filme por um fator maior: David Yates.

Um diretor é o coração de qualquer filme. Ele é o supervisor geral por quem todas decisões grandes devem passar. Ao receber um roteiro abundante e muitas vezes confuso, o diretor precisa saber aproveitar o que é bom, cortar o que é ruim e ajustar o que pode ser melhorado. Além de não fazer isso, Yates pesa a mão em cenas de ação, de modo que o espectador não entende o que está acontecendo. Em uma cena reflexiva, sem movimento, ele usa uma câmera na mão que só embaça a tela; na primeira cena entre Newt, Leta e Teseu, ele aproxima tanto a câmera do rosto dos atores que, além de ser desconfortável, não há justificativa narrativa alguma.

A sorte é que o design da produção dá conta do resto. Stuart Craig permanece brilhante no seu décimo filme do Mundo Bruxo. Os animais fantásticos foram muito bem criados e é impossível não se encantar com um Zouwu rugindo. A casa de Newt, um grande habitat para várias espécies de criaturas, é um ambiente encantador, espaçoso e cheio de vida. A Paris da década de 1920 é charmosa e suas casinhas são apertadas e aconchegantes. O figurino de Leta e Tina se contrapõem no azul e vinho, feitos aparentemente do mesmo tecido, e a mudança de cor drástica das vestes de Queenie, mas que ainda mantém elementos coloridos, são grandes acertos da figurinista Colleen Atwood.

Potterish :: Harry Potter, o Ickabog, Animais Fantásticos e JK Rowling CRÍTICA: Os Crimes de Grindelwald tem história demais para pouco tempoZouwu (Foto: Warner Bros. Pictures/Divulgação)

Por fim, Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald é um bom filme, mas tem falhas muito aparentes. É necessário uma auto-avaliação por parte dos produtores para que a história seja encaminhada de maneira adequada até seu final, em 1945, ano em que acontecerá a batalha entre Dumbledore e Grindelwald. Em Os Crimes de Grindelwald há um passo maior do que o dado em Onde Habitam, mas ainda há muito chão até que a franquia se estabeleça de maneira correta.

P.S.: Os créditos são lindos. Vale a pena assisti-los!

Escrito por J. K. Rowling e roteirizado por David Yates, Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald chega aos cinemas brasileiros em 15 de novembro de 2018.

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Marina Anderi é cineasta e gerente de marketing do Potterish

Revisão: Pedro Martins e Renato Ritto

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