
- Dobby, aquele é o Chalé das Conchas? – sussurrou, segurando as duas varinhas que trouxera da casa dos Malfoy, pronto para lutar, se fosse necessário. – Viemos para o lugar certo? Dobby?
Ele olhou para os lados. O pequeno elfo estava a alguns passos apenas.
- DOBBY!
O elfo oscilou levemente, as estrelas se refletiram em seus grandes olhos brilhantes. Juntos, ele e Harry olharam para o cabo de prata da faca espetada no peito arfante do elfo.
- Dobby… não… SOCORRO! – berrou Harry em direção ao chalé, à s pessoas que se moviam lá. – SOCORRO!
Ele não sabia nem se importava se eram bruxos ou trouxas, amigos ou inimigos; só se importava com a mancha escura que se espalhava pelo peito de Dobby, e que o elfo estendera os braços finos para Harry com um olhar súplice. Harry segurou-o e deitou-o de lado no capim fresco.
- Dobby, não, não morra, não morra…
Os olhos do elfo encontraram os seus e seus lábios se mexeram em um esforço para formar palavras.
- Harry… Potter…
E, então, com um tremor, o elfo ficou muito quieto e seus olhos eram apenas grandes globos vÃtreos salpicados com a luz das estrelas que eles já não podiam ver.
Harry Potter e as Relíquias da Morte,
CapÃtulo Vinte e Três – A Mansão Malfoy, página 370.
Créditos da Fanart: audaciously
Um elfo livre.
Sempre me emciono lendo essa passagem.