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A História da Magia: da velha com verruga no nariz ao bruxinho pop moralmente correto.
//Por Pamela Lima - Friday, 23 de October de 2009 às 19:43

Muito antes de Rowling pensar em Harry Potter, a magia já povoava a imaginação e a história mundial, tanto na literatura fantástica quanto nos fatos reais da inquisição.
É de todo esse apanhado da História da Magia que nosso dedicado colunista Igor Silva trata nesse ensaio, analisando desde as origens pré-históricas até a contemporaneidade de Paulo Coelho. Deixo aqui a coluna na íntegra, para que todos leiam e comentem, e meus agradecimentos àqueles que desejaram boa sorte no meu novo cargo!


Por Igor Silva

Desde que se entendia por gente, Harry não conseguia explicar o porquê de tanta confusão ligada a ele, coisas que iam desde fazer crescer cabelo em um dia até voar por cima do telhado da escola (e quando digo voar, não me refiro aos devaneios pessoais que todos os estudantes têm durante aulas chatas). Então, aos 11 anos, o garotinho de cicatriz em forma de raio descobre que, ao contrário dos desprezíveis Dursley, ele era um bruxo e como tal deveria ser educado.

O que muitas pessoas sabem (mas não possuem uma visão aprofundada sobre) é que a magia sempre esteve presente nos mais variados povos, nas mais diferentes épocas. Longe de ser um chato artigo digno do fantasma do Professor Bins, minha coluna pretende mostrar o conceito de bruxaria e a história associada a ele (que, no geral, é muito injusta, pra se dizer o mínimo).

A Origem da Magia

A existência de pessoas que, na concepção de muitos, eram dotadas de dons extraordinários (mágicos, propriamente ditos) sempre fez parte da vida na Terra. Já nos tempos primórdios da Pré-História, sobretudo na transição da Era Mesozóica para a Cenozóica Terciária Paleógena, os homens das cavernas praticavam complicados rituais com seus cadáveres, adornando-os de provisões como se pudessem, num passe de mágica, voltar à vida.

A palavra MAGIA nasceu, precisamente, no séc. VI a.C., mas a mesma já era praticada (com finalidades realmente mágicas e não a de Necromancia praticada pelos homens primitivos) desde o Antigo Egito. Essa expressão surgiu entre os altos sacerdotes da Pérsia (atual Irã) em que os capazes de predizer o futuro, chamados de magi, eram vistos como sábios dotados de segredos. Esse segredo, esse poder oculto foi denominado magia.

A Prática da Magia

Não se pode atribuir a uma única civilização, o fato de ter ”inventado” a magia, uma vez que ela foi utilizada amplamente entre os hebreus, persas, babilônios e, sobretudo, egípcios, gregos e romanos.

Um dos primeiros registros históricos que temos sobre a prática de “rituais mágicos” se encontra no Egito. Dotados de uma ampla (e complicada) mitologia, só comparada aos gregos, os egípcios, em suma os sacerdotes, realizavam cerimônias para invocação de espíritos. Segundo recente achado arqueológico no Delta do Nilo, os sacerdotes convocavam “deuses” para pedir riqueza, saúde, fartura, etc. Eles podiam “ordenar” ao espírito que levasse embora a doença, abatesse um inimigo ou garantisse vitória política, ameaçando divindades menores. Fatos esses também comuns na Babilônia.

Para invocar “em pessoa” um deus (o que hoje se conhece pelo fenômeno de Materialização, através do fluído chamado Ectoplasma), os sacerdotes se valiam do nome secreto dos mesmos (acreditava-se que um deus possuía um nome comum e um nome mágico, só revelado aos donos de perícia mágica). De fato, ouve uma época em que fora proibido tocar nesse assunto, mesmo por mais banal que fosse a pergunta e/ou comentário.

Os sacerdotes davam nomes complicados às suas divindades, para que nenhum forasteiro o pronunciasse com facilidade. Diziam que Moisés dividiu as águas do Mar Vermelho ao pronunciar o nome secreto de Deus, composto de 72 sílabas que só ele conhecia.

Wicca

Apesar do fenômeno nos anos 90, as bruxas Wicca surgiram há muitos anos, sob o rótulo de Magia Natural, entre os séculos XV a XVI. Era uma espécie de ciência em que a Wicca valia-se de ervas medicinais e encantamentos para curar as pessoas.

Na Magia Natural, ou Naturalis Encantatem, acreditava-se na existência de poderes selados dentro de pedras como a ônix e a ametista, nas plantas como o alecrim e em animais como a corsa, chamados de virtudes ocultas.

As Wiccas foram formas primitivas de Medicina. No entanto, infelizmente, quando a pessoa a quem a Wicca tentava curar piorava ou falecia, elas eram julgadas culpadas e severamente punidas.

Grimores

Entre os séculos XV a XVIII, na Europa, uma série de livros de magia chamados de grimores (Livros Negros) caíram nas graças do povo. Eram escrito de forma anônima e atribuída a fontes antigas como Alexandre, Moisés, Noé e Salomão (o que valorizava o feitiço a ser realizado). Essas obras ensinavam como invocar espíritos e demônios de épocas pregressas.

Os grimores prometiam magia para os mais determinados fins: amor, maldição, riqueza, etc. Para fazer esses rituais, o livro exigia tantas coisas (a varinha deveria ser recém-entalhada de um galho de aveleira cortado de uma árvore com um golpe de espada recém fabricada, a pluma usada para desenhar os símbolos mágicos deveria ser a terceira pena da asa direita de um ganso, as velas cerimoniais tinham de ser moldadas pessoalmente pelo mágico, com cera fabricada por abelhas que nunca tivesses feito cera antes, etc.) que tornava a magia quase impossível de ser realizada.

Merlim

Merlim, o Mago – bruxo, profeta e conselheiro do rei Artur – é, provavelmente, o feiticeiro mais famoso de todos os tempos.

Foi criado inspirado no poeta galês do século VI chamado Myrddin, que ficou louco durante uma batalha e fugiu para as florestas da Escócia, onde fez várias previsões sobre o futuro. O nome de Myrddin foi mudado para Merlim pelo historiador Geoffrey de Monmouth, que trouxe o mago para o folclore inglês em seu livro História dos Reis Britânicos. Com o passar dos séculos, a história de Merlim foi sendo desenvolvida por muitos escritores. O mais ilustre deles é Sir Thomas Malory, autor do relato do século XV sobre os Cavaleiros da Távola Redonda chamado Le Morte d’Arthur (A morte de Arthur).

Na lenda, Merlim construiu um dos mais conhecidos monumentos da Inglaterra, Stonehenge, usando seus poderes mágicos para transportar as enormes pedras da Irlanda (Na verdade, Stonehenge foi erigido em torno de 2100 a.C, milhares de anos antes da primeira história sobre Merlim). Aurelius queria construir um monumento impressionante e Merlim escolheu esse círculo de pedras – conhecido na Irlanda como a Dança do Gigante – porque se acreditava que tinham grande poder de cura. Apesar de 15.000 soldados ingleses munidos de cordas e escadas terem sido incapazes de mover as pedras um só centímetro, Merlim as moveu em um instante. Leves como cascalho, com a ajuda da magia, as pedras foram levadas para barcos e depois, para a planície de Salisbury, na Inglaterra, onde estão até hoje.

O mago ficou particularmente famoso entre os povos do mundo com o longa-metragem animado da Disney chamado “A Espada era a lei”, saga sobre ele e o Rei Arthur. Merlim protegeu Arthur desde a infância até sua subida ao trono e, depois, atuou como seu profeta, bruxo e consultor militar, garantindo o sucesso do grande rei. Quando Arthur tinha quinze anos, Merlim o ajudou a obter sua espada mágica, Excalibur, que, segundo a história, o levou até o trono.

Dizem que Merlim tinha o dom da transfiguração e que podia se transformar em uma criança, um velho, uma mulher, um anão ou um animal quando quisesse. Mas, apesar dessas habilidades extraordinárias, o grande mago cometeu um erro tolo que causou sua ruína. Ele se apaixonou pela feiticeira Vivien (também chamada de A Dama do Lago) e lhe revelou seus segredos mágicos. Usando o que aprendeu contra ele, ela lançou um feitiço que o aprisionou para sempre em um carvalho.

Aqui, vale o parêntese. De acordo com o site da Editora Rocco, Dumbledore foi criado inspirado na lenda desse poderoso mago inglês. Assim, como Merlim, Alvo teve um amor proibido e com ele a ruína na busca incansável das Relíquias da Morte (preciso dizer quem eu suponho que foi o amor de Dumbledore?). Assim como Vivien, as relíquias foram seu maior desejo e sua perdição.

Merlin é extremante famoso na Inglaterra, arrisco-me a dizer que até mais que Harry Potter. Sua combinação de sabedoria e perícia foi inspiração para inúmeras obras e filmes. Não é de se admirar que Snape tenha ficado tão zangado ao perder a Ordem de Merlin, Primeira Classe quando deixou Sirius escapar. É uma honra que qualquer bruxo adoraria ter, não é mesmo? (que o diga Arthur Weasley, que a todo o momento exclama Pelas barbas de Merlin…). É impossível falar de magia sem mencionar esse ilustre nome bruxo.

A visão de bruxaria se altera: A Magia Negra e a Inquisição

A Igreja Católica Romana começou a dominar o mundo, hegemonizando crenças e subjugando povos (que os digam os jesuítas). Na tentativa de catequizar povos pagãos alemães, a Igreja coincidiu a data do Natal com uma das festividades dos mesmos – O SOLSTÍCIO DE VERÃO (na verdade, historiadores são unânimes ao afirmar que Jesus não nasceu em Dezembro. Alguns arriscam o mês de Março, o dia é desconhecido, vide “O Código Da Vinci”).

Ao perceber que não conseguiriam impor seus (pesados) dogmas, a Igreja Católica apoiou a mancha negra da literatura: Malleus Maleficarum – O Martelo das Feiticeiras, escrito por Heinrich Kramer e James Sprenger, dois alemães caçadores de bruxas, em 1486. O Martelo possuía detalhes assustadores de como as bruxas praticavam canibalismo, vampirismo e assassinatos em encontros de adoração satânica.

Com o apoio do papa Inocêncio VII (que de inocente não tinha nada), todos os cidadãos europeus alfabetizados já haviam lido a obra. Na época, só não vendeu mais que a Bíblia, tamanha a divulgação das idéias contidas na obra. Apesar de não criar o fenômeno de caça às bruxas, O Martelo ajudou a semear o ódio contra a magia e acentuar discórdias entre vizinho. Não raro, é citado como o abismo entre literatura e texto cristão, fazendo-nos refletir sobre o verdadeiro valor de certos livros ditos “de Deus” (certamente HP não entra nessa lista).

A responsabilidade de executar a tarefa de punir “bruxos” caiu sobre a Santa Inquisição. A Inquisição era uma divisão da Igreja Católica encarregada de localizar e exterminar quaisquer crenças ou práticas que fossem contrárias às da Igreja. A partir daí, a Igreja passou a sustentar que qualquer pessoa conhecida por ter habilidades sobrenaturais teria recebido-as do Diabo e a punição para isso era, quase sempre, a fogueira. (Algo semelhante do conceito de Lord Voldemort sobre os nascidos trouxas, que, ao menos para ele, teriam roubado seus poderes de um bruxo incógnito).

Estipularam-se, então, os estereótipos de uma bruxa. Velha em grande parte, era constantemente vista falando sozinha, não convivia com ninguém, coluna curva, nariz grande e, na maioria das vezes, com verruga no nariz. Queixo pontudo e detentora de um animal, por sua vez o mais citado era o gato preto (talvez tenha sido aí que surgiu a lenda do gato em Sexta-feira 13 dá azar), o familiar, que diziam ser um presente do demônio para sua serva. O familiar causava mais medo que sua dona, por conta dos boatos que versavam sobre a sua natureza sanguinária e o desejo de amaldiçoar tudo o que via pela frente.

Milhares de inocentes foram para a fogueira por possuírem um gato ou por serem reclusas. Professores, aldeões e até mesmo as Wicca foram condenadas a perecer em chamas. O exemplo mais clássico (e o mais revoltante) dessa chacina é o de Joana D’ Arc, que após ajudar a França contra tropas inimigas na Guerra dos Cem Anos, foi tachada de bruxa e queimada viva em praça pública.

Quem nos dera poder ser verdade as afirmações do livro A História da Magia, de Bathilda Bagshot, em que os magos e bruxas que eram queimados não sentiam dor com as chamas, por utilizarem encantamentos que os faziam sentir singelas cócegas.

Nicholas Flamel

Nicholas Flamel (ou Nicolau Flamel, aqui no Brasil) representa a Alquimia para inúmeros povos. Nascido em 1330, na pequena cidade de Pontoise, na França, onde a Alquimia já era praticada em segredo por inúmeros magos, Flamel teria hoje 679 anos se fosse realmente detentor do Elixir da Longa Vida (idade próxima da descrita no livro, de 656 anos). Através das informações aqui descritas, você poderá parar de zombar da Globo com seu seriado “Deu a louca no tempo”, em que os mocinhos foram enviados para o passado para tomar uma certa pedra de um certo Flamel (antes de pesquisar, eu achava a referência um descarado plágio).

Quase tudo o que sabemos sobre ele vem da obra Heiroglyphica, na qual ele como se tornou alquimista e quando (e como) conseguiu fabricar a Pedra Filosofal. Segundo a obra, ele tinha uma lojinha na França e vivia feliz com Perenelle (sim, ela também existiu e era viúva e rica antes de conhecer Flamel) até que um senhor de aparência estranha lhe vendeu um livro que “não era feito de papel ou pergaminho, mas apenas de uma fina casca de árvore. A capa era de cobre, delicada, e toda gravada com símbolos estranhos.”

Propositalmente, o livro era todo cifrado em símbolos. A tradição alquímica exigia que aqueles que quisessem aprender “a arte” fossem iniciados em seus segredos por um mestre.

Depois de muito tentar entender a mensagem, aconselhado por Perenelle, foi atrás de um mestre, que veio a encontrar na Espanha. Durante muitos anos trabalhando em seu laboratório alquímico, Flamel buscou, sem obter sucesso, a tão famosa Pedra Filosofal. Até que em 17 de janeiro de 1382, segundo seu livro, ele conseguiu o que almejava: “Eu joguei a Pedra vermelha em uma porção de mercúrio”, escreveu ele, “com Perenelle como única testemunha, e ela foi realmente transmutada em quase a mesma quantidade de ouro.”

Flamel afirmou ter “fabricado ouro” apenas três vezes. Ele e sua esposa usaram o dinheiro para ajudar os outros. Durante os últimos anos de suas vidas, eles fundaram e sustentaram hospitais, encomendaram monumentos religiosos, construíram capelas, pagaram pela manutenção de igrejas e cemitérios e fizeram doações generosas para órfãos e viúvas pobres. Perenelle morreu em 1397 e Flamel passou seus últimos anos escrevendo sobre alquimia. Ele morreu em 22 de março de 1417.

No século XVII, a história de Flamel já tinha virado lenda. Contava-se que, logo após sua morte, saqueadores invadiram sua casa e a reviraram em busca de ouro. Não encontrando nada, eles abriram o caixão do grande alquimista, esperando encontrar um pedaço da Pedra. Em vez disso, encontraram o caixão vazio – nada de Pedra e nada de Flamel! Disseram então que nem Flamel nem Perenelle haviam morrido realmente. Eles teriam usado a Pedra para se tornarem imortais…

Totalmente compreensível que Voldemort quisesse esse artefato? Quem não iria queria viver para sempre e ainda ser rico?

A Magia hoje

É bem verdade que o que antes a magia era a única alternativa para resolver, hoje a ciência desempenha com igual maestria. Se adentrássemos em uma máquina do tempo com um notebook e uma Coca-cola na mão, de volta à Idade Média, e a esse povo mostrássemos as proezas de um computador, tão logo demonstraríamos quanto seríamos queimados pelos Inquisidores. Quem imaginaria que haveria uma cura para a peste e uma simples ogiva nuclear destruiria cidades japonesas, partindo de uma pequena equação: E=Mc². De fato, a ciência pode até ser um tipo de magia, mas sempre haverá os Voldemorts à solta por aí.

A magia não sumiu completamente e o nosso Best-seller é exemplo disso: o famoso mago e também alquimista, Paulo Coelho (vide O Diário de um mago). Por isso, todo cuidado é pouco: olhe para os lados: um Tom Riddle pode estar só esperando você descuidar para te mandar para dentro de um certo véu negro.

Igor Silva acredita em magia.

BIBLIOGRAFIA: Zola, Allan e Kronzeki, Elizabeth. O MANUAL DO BRUXO. Editora Sextante
Mashwörk, Herinsh. TRATADO DA GRANDE INQUISIÇÃO, Editora Macro
Flamel, Nicholas. Heiroglyphica (em inglês), Editora Snake Poison

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Comentários
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susann | Friday, 23 de October de 2009

Kd a foto do quadrinho????


Anonymous | Friday, 23 de October de 2009

Ótimo texto!


Bernardo | Friday, 23 de October de 2009

FLAMEU COM U???

BIOGRAFIA????

IGREJA ATRAS DE ALEMÃO???

CODIGO DA VINCI USADO COMO EMBASAMENTO HISTORICO???

simata :roll: :roll: :roll: :roll: :roll:


Marcela | Saturday, 24 de October de 2009

adorei, e ”Marcela atmbem acredita em magia”


Andréa R. | Saturday, 24 de October de 2009

O texto estaria legal se o autor não estivesse usando o texto para colocar as opiniões pessoais dele para criticar religião (vide tantos parênteses irônicos na parte A Magia Negra e a Inquisição). Tanto a Católica como Protestante e Cia. (Vide comentário:” De fato, a ciência pode até ser um tipo de magia, mas sempre haverá os Voldemorts à solta por aí”… [Imagino que os Voldemorts sao as malévolas Religiões não é Sr. Igor!?] ).. Puxa que saco! As pessoas têm o costume de por que uma ou algumas pessoas de determinada religião/ crença/ partido e etc. criticaram alguma coisa então TODOS de lá também pensam a mesma coisa e esse costume MALA se impregnou no Fandom de HP, e pretende se estender por todas as gerações. Tolice. HP tem fans e admiradores provindos de todo tipo de religiões (Até Muçulmanos e Judeus acreditem..) e eu acho uma falta de respeito quando vem alguém que tem raiva ou aversão da(s) religião(oes) e aproveita esse espaço do ISH que sim é livre para expressamos nossas opiniões, e fica detonando principalmente quando o assunto envolve crenças religiosas(Correndo o risco de acabar taxando o Ish de ter a mesma opinião pq o tal colunista, observem bem, faz parte da Equipe do Ish). Só pq vc tem raiva de algo, vc tem todo direito de está com raiva, mas isso não te dar o direito de ser cruel. Do mesmo jeito que o Igor ou qualquer pessoa não gostaria de ver alguém, ou algo de grande afeto seu ser criticado com entusiasmada ironia. Há pessoas que são Protestantes ou Católicas mesmo (Que estão de livre e espontânea vontade praticando suas crenças) que gostam de HP, que tem/lêem os livros, que assistem o filmes, lêem/escrevem (ou pretendem..) fanfics, que acessam o ISH que também não.
Ai fica um monte de comentário com a mesma discussão de sempre (alguém vai dizer “Igreja tal disse..” “o pastor/padre da minha igreja disse isso..” “O papa afirnou isso ” Minha mãe/avo/vizinha/sogra disse isso” “O papagaio vive dizendo…”) que no final da milésima discurssão HP X RELIGIAO não acrescenta em nada para o fandom Hp/Ish. Do mesmo modo como as ironias e criticas não acrescentaram em nada para a qualidade da coluna.


Daniel | Saturday, 24 de October de 2009

Hum, eu tbm passo muito por isso que a Andréa disse. Sou da Universal (protestante), embora hoje não tão praticante. Daí quando vc fala com gente desinformada, tem que ouvir um monte de besteiras que falam, sem nem conhecerem o assunto e os propósitos da igreja…

Acho dignas até as ironias quando se fala em uma Igreja Catóilica analisada no contexto histórico, social, de poder político, como na Inquisição, mas quando se chega a questionar os dogmas ou valores da religião e seu trabalho, a coisa começa a mudar de figura.

Enfim, vou começar a comentar a coluna em si, que é o que mais importa. Lá vem bastante texto…


Daniel Mahlmann | Saturday, 24 de October de 2009

Às vezes eu preciso aparecer nos comentários das colunas para dar o mesmo recado.

As colunas expõem apenas a visão e opinião de uma única pessoa, no caso, o Igor Silva. Nós temos colunistas com as opiniões mais variadas sobre diversos assuntos, assim como ocorre com a equipe inteira, portanto, a mensagem que o Igor quis passar com esse texto não representa nem de longe a posição e opinião do site.

Abraços!


Zula | Saturday, 24 de October de 2009

Que coisa. Fiquei feliz pensando “que legal, primeira coluna grande do Igor!”, mas me decepcionei. Poderia ter sido menos aula de História e mais coluna (ao contrário do colega de cima, faço questão da opinião).
Acho que talvez ficaria mais legal que você focasse em um dos pontos somente (Merlim, por exemplo, ou a prática da Magia) dentro do livro.

Para a Pâmela, gostaria de pedir mais atenção à revisão dos textos. Realmente, Nicolau Flameu e biografia ficaram feio (digo porque li o texto à tarde, mas só pude comentar agora). Sei que às vezes acontece, então não leve como um puxão de orelha, mas como uma crítica construtiva ^^


ϟ Luan | Saturday, 24 de October de 2009

Receio admitir que também não me agradaram os comentários da coluna acerca das religiões.

Com o advento da modernidade, dos movimentos científicos anticristãos, estabeleceu-se uma relação errônea a respeito das religiões e das crenças em geral. Concebe-se que o fato de ser-se adepto a uma religião ou crença, em todos os casos, aliena, priva da verdade e do conhecimento, tolhe a liberdade e limita os horizontes: há uma relação de contraste entre fé e razão.
Bem, se, em dado período histórico, a religião dificultou o desenvolvimento científico, isso não é universal ou previsível; não se pode estender essa visão à fé, despida de instituições. É bem verdade que, em muitos casos, a instituição corrompeu a fé e fomentou a formação de ideias contemporâneas deturpadas – como essa associação entre obscurantismo e religião -, mas não é válida essa generalização, não é válido o julgamento, mormente quando não se conhecem as doutrinas, as estruturas religiosas… É o sempre presente preconceito, alicerçado sobre a ignorância.
A relação que se criou entre religião/fé e esclarecimento/conhecimento é utilizada, inclusive, por pseudointelectuais que se julgam esclarecidos por assumirem postura contrária a qualquer tipo de religião e por julgá-las deliberadamente, partindo da premissa de que ambas – religião e fé – são sempre questionáveis e passíveis de críticas quaisquer.
As instituições religiosas são muito mais complexas do que as críticas infundadas podem assimilar: se há interesses sórdidos, há também a preocupação religiosa em si, a questão humanitária e a questão psicológica, social e espiritual – sustento que estas são maioria.
Seria uma surpresa para muitos a orientação religiosa de grandes cientistas e artistas que contribuíram com a formação da sociedade contemporânea… Aconselho veementemente uma pesquisa. Seria de grande valor.

Devo salientar que o Código da Vinci é uma obra ficcional; esse é outra questão que me irrita muito. O senso comum apreendeu o enredo do referido livro como se fosse a mais pura verdade, um segredo revelado, uma fonte incorruptível de esclarecimento… Acabaram por esquecer que se trata de ficção.

Algumas doutrinas religiosas, despidas de preconceitos, adaptadas à modernidade e cientes do conteúdo ficcional, adotam atualmente os livros potterianos como fonte de bons ensinamentos e valores imprescindíveis à formação da criança e do jovem. É algo que valorizo intensamente: isso ajuda a reverter a ideia que os “intelectuais” fazem da religião.

Preciso também retificar que a minoria ínfima dos casos julgados pela Inquisição terminava em punições mirabolantes como fogueiras, forcas, torturas, prisões… Há um grande mito a esse respeito. Por incrível que possa parecer, os métodos coercitivos do Tribunal da Inquisição eram controlados, de modo que não comprometessem permanentemente a integridade física, não houvesse efusão de sangue ou danos irreversíveis. É preciso também ressaltar que a Inquisição surgiu no século XIII, muito anteriormente às reformas protestantes, objetivando o combate a ideias heréticas oriundas de ordens religiosas da própria Igreja; no período moderno, houve maior atividade da Inquisição devido à proliferação de heresias.
Se houve realmente a associação entre o que Voldemort representa em HP e as doutrinas religiosas, devo, categoricamente, refutar essa concepção equivocada e torpe, que, francamente, não consigo conceber.

Para fins de esclarecimento, sou cristão protestante.

No mais, a coluna é muito boa, contém boas referências históricas e faz um apanhado válido sobre a história da magia.
Por sinal, detestei a referência a Paulo Coelho, esse pseudoliterato de quinta categoria.

As últimas palavras acima constituem opinião pessoal sobre a qual não vale a pena discutir, pois não é pertinente ao contexto da coluna e do comentário.


ϟ Luan | Saturday, 24 de October de 2009

essa é outra questão*


Roderick. | Saturday, 24 de October de 2009

Caro Igor, antes de escrever algo tenho que dizer por honestidade que sou católico, acredito e tento praticar os ensinamentos da Igreja. Mas ao mesmo tempo sou estudante de história, então, já tive que analisar, cientificamente, os dados que você expôs, não sei que método usando. Só um conselho meu caro, existe uma série de estudos acadêmicos que tratam sobre a resignificação das datas pagãs pelo cristianismo, por favor, cita qualquer um deles, mas não Código Da Vinci. Como cristão que sou vou esperar o melhor de você, vou pensar que você leu algum desses profissionais, e que usou o Código Da Vinci, só por ser conhecido. Por que a impressão que fica a primeiro momento é que você nunca leu um livro sério sobre isso. Só pra nota, a Igreja nunca negou essa resignificação, nem do Natal nem das outras datas semelhantes.

Sobre a Inquisição, Martelo das Feiticeiras, e Magia. Cara, eu tenho os leitores do Ish, no mais alto grau de exigência. Esse artigo está parcial e imbuído de um negativo senso comum. As questões são muito mais complexas. Inquisição má X Bruxos bonzinhos, tá batido demais. Cara cuidado na hora de vilanizar alguém ou alguma instituição. Você pode acabar sendo injusto, ou no mínimo impreciso. Dou-te um exemplo. Você citou Joana D´Arc. Já leu Régine Pernoud? Bom se você não leu, qualquer coisa que você falar sobre Joana D´Arc, não passa de senso comum. Ela é fundadora de um instituto dedicado a Donzela de Orleans. Os autos demonstram que realmente foi desenvolvido um processo inquisitorial contra Joana. Mais o primeiro elemento, é que esse tribunal julgava conjugado com os interesses ingleses, mais do que o poder eclesiastico, estava ali o poder temporal, borgonhês e inglês, tanto é que houve diversas irregularidades no processo dela, ou seja o processo oficial da inquisição não aconteceu como deveria. Meu caro está ai um típico caso em que a inquisição não passa de um pretexto para uma ação política. Tanto é que a causa de reabilitação dela começa alguns anos depois. Joana D´Arc era prisioneira de guerra, ela poderia ser morta com qualquer outro pretexto. E pra encerrar qualquer dúvida, sua causa de canonização foi iniciada em 1869 e sua canonização se deu em 1920. Se você entende de processos de canonização, saberá que não pode ter um detalhe suspeito na vida de um candidato, pois isso poder até mesmo, impossibilitar o início do processo. Em relação a Santa Joana D´Arc entram diversos outros elementos, e ai não vou me estender mais.

Agora pra equipe do Ish. Pessoal se vocês quiserem um bom artigo que envolva elementos históricos, por favor, tentem chamar alguém que manje de produzir historiografia, e seja imparcialmente parcial, ou seja, que mesmo deixando claro a sua orientação, escreva com equilíbrio, e respeito, com humor, que é diferente de ironia. Se quiserem, posso ajudar com isso.Não to pedindo vaga como colunista, mas adoraria ajudar o nosso fantástico Ish, ao qual tanto devo como fã de Harry Potter. Mas, por favor, de qualquer maneira, nos poupem dos amadores, quem não entende de componentes históricos, que não escreva sobre eles. “Sabe mais um ignorante em sua casa, que um sábio na casa dos outros.”

Abraços.

ps: Luan seu comentário foi excelente.


Pâmela Lima | Saturday, 24 de October de 2009

Oi, pessoas. Então, as questões religiosas não vou responder por real falta de conhecimento do assunto.

Quanto a revisão do texto, peço mil desculpas pelos erros – que já foram corrigidos – porque jurei que ele já estava corrigido (ele já estava há alguns meses com a Isadora, que obviamente não teve tempo de corrigir). Mas foi coisa de primeira coluna postada e não vai se repetir :]

Roderick, nós não pedimos nenhum assunto específico ao colunista, então, nós não pediríamos nada de cunho histórico ao Igor, até porque sabemos que ele não tem formação nisso. Ele se sentiu livre e seguro para escrever sobre isso.

E, mais uma vez, a opinião do colunista não é a opinião do site, e nenhuma – não só essa – coluna é encomendada.


Daniel | Sunday, 25 de October de 2009

Inicialmente, concordo com Zula que poderia ter sido feita uma revisão mais apurada (li mais cedo, tbm)… ainda há o que corrigir aí, viu… vide o nome do livro do Flamel, por exemplo (nem conheço, mas com certeza não é hEIroglyphica; acho que se confundiu ao escrever hIEroglyphica, não?)

Bom, a introdução é ótima, gostei do alerta aos folgados de plantão que odeiam a matéria do pobre Binns (leia-se Hogwarts inteira, rs).

Quanto ao início, acho um tanto controverso o apontamento (que presumo ser feito no Manual do Bruxo) de que as provisões nos cadáveres tenham relação com a magia como deve ser concebida no período. E aí também discordo da definição separatista de que Necromancia não é magia (como dá a entender no parágrafo seguinte). Por que não englobar as práticas da magia negra arcaica? Adivinhar o futuro analisando os contornos do omoplata humano é válido e buscando cadáveres (ou essência destes) não?

Sobre a prática da Magia, acho que se deve ter cuidado ao relacionar com os hebreus, que, por orientação, originalmente condenavam esse tipo de coisa. A única prática comum do tipo que poderia ser citada é a interpretação de sonhos, que era identificada como dom aos filhos de Deus, o que afasta a coisa da “magia”, que é compreendida como oriunda da natureza.

Acho que aqui cabia também contextualizar os seguidores de Zaratustra (a quem se atribui a origem dos magos “magi”), falar algo da magia “homérica” greco-romana, o uso da Magia na e sua importância para a literatura (de Macbeth a Bússola de Ouro) e, principalmente, dos costumes e rituais dos druidas, fugindo da Wicca, que não passa de distorção (tomada como versão moderna do druidismo).

Ainda antes disso, acho válido ressaltar como ela se dava, na prática, já que originalmente o cunho da magia era somente no campo da predição (e lá vai lista quilométrica de métodos diferenciados e bizarros para isso), passando à invocação, evocação, trato medicinal, etc. Ressalto isso porque percebe-se que alguns assuntos são tratados com mais atenção (às vezes estes têm menor relevância que outros, eu diria)

Quanto ao texto sobre Merlim, acho bem elucidativo e de devida importância, só acho que poderia ser menos resoluto quanto aos fatos, já que a veridicidade de tudo ali é questionável.
A ligação de Merlin com Dumbledore foi uma grande sacada. Inicialmente, era plausível pelas primeiras impressões (aparência, poder…), mas nada ficava tão claro. Com as revelações em RdM fica tudo muito mais claro, de fato era essa a intenção de Rowling.

Quanto a Merlim ser mais famoso, é meio que injusto, ou incomparável. Harry Potter é uma série que se iniciou há pouco mais de dez anos, fala-se em Merlin há centenas de anos. As novas gerações tendem a ouvir falar muito mais de Potter que de Merlim. É comparar Zezé di Camargo com Victor e Leo, fazendo um exemplo brega mas cabível, rs.

Quanto ao nascimento de Jesus, eu gostaria de uma bibliografia também, mas que eu saiba o estudo disto nao chega a conclusão tão certa de que não seja dezembro, já que nem o ano é preciso (levanta-se principalmente 7 a.C., tendo vários estudos apontando agosto e setembro). Como disse o Bernardo, não penso que um livro de ficção especulativa dê sustentação a qualquer argumento.

Na conclusão, até o último parágrafo tava ótima, mas não entendo a coesão da coisa a partir de “Por isso, todo(…)”…

Adorei a escolha do tema, era o que faltava nas colunas do Ish. E a abordagem falha apenas na ortografia e no balanço dos temas, está coerente – fora a falta de cuidado ao lidar com questão religiosa dentro de um texto cuja proposta não é esta, como a Andréa lembrou. Veja bem, o problema não é expressão de opinião pessoal, o problema é a proposta que deve ser respeitada.
Se eu vou relatar como se deu a Guerra de Troia, não vou ficar criticando as atitudes de Agamemnon nem o rapto de Helena onde não cabe. Vou apenas relatar.

Caramba, essa bibliografia é bizarra viu, nem o google pode com ela. A única fonte localizada na busca de “Herinsh” ou do nome do livro é esse site, essa coluna. oO

Espero ver mais colunas desse tipo no ish, são mais gostosas de ler, e em geral com mais conteúdo. Um problema comum nessa área do site é a falta de aprofundamento no assunto, análise da proposta. Ao menos parece que as colunas agora voltaram com tudo, com mais frequência *-*
Sorte no cargo, Pâmela ^^


Sheila | Sunday, 25 de October de 2009

Indepedentemente de possíveis erros (não estudei história da magia para saber), parabenizo o Igor pela dedicação de pesquisar sobre o assunto e trazê-lo ao Ish.


Archie | Sunday, 25 de October de 2009

Como já disseram, o autor tomou ‘O Código da Vinci’ como uma verdade inquestionável, quando se trata apenas – apenas – de uma obra de ficção.

Além disso, demonstrou opiniões anti-católicas e até ofensivas, ao invés de analisar os fatos de forma imparcial.

A coluna, ao meu ver, demonstrou muito mais da opinião do autor acerca da Igreja do que de fato se preocupou em realmente traçar uma história da magia.

É uma pena que, talvez, essa leitura se equipare às aulas do Prof. Binns.


Praty | Sunday, 25 de October de 2009

Gostei da coluna, Igor. Dá pra perceber uma pesquisa, ainda que não de forma plena, mas ainda assim, válida.

Aos interessados, sugiro que se aprofundem no tema, pois existe muito – MUITO – conhecimento disponível hoje em dia, o que é uma dádiva se olhamos para a biografia da humanidade. Não nos contenhamos com as informações que no chegam… busquemos por elas!

É claro que tenho uma opinião a respeito do asunto, mas se eu começar a dissertar, corro o risco de rivalizar com a própria coluna… rsrs

Mas tenho que observar algumas coisas… devo dizer que não enxerguei as coisas como a Andrea ou o Luan. Não me parece que o colunista usuou de ironia para magoar os católicos/cristãos (menos ainda os cristãos), mas sim para enfatizar sua revolta com um único movimento que fez parte do Catoliscismo – a Inquisição. E, meu Deus (já que ele é sempre evocado), realmente me espanta que tenha gente que fica pessoalmente ofendido quando existe um tipo qualquer de crítica a um movimento como esse. 8O

O Igor tocou no assunto em poucos momentos, sendo que a coluna é extensa e aborda vários assuntos.

Realmente, como disse o Luan, a Inquisição é um movimento mais antigo, que, em minha humilde opinião, alcançou um descontrole total (tanto é que as religiões tiveram que de adequar com a modernidade na transição dos tempos). Acho que esse assunto nunca vai morrer, pois anos e anos depois, as instituiçoes envolventes ainda buscam justificar certas formas de tortura para um réu confessar seu crime, etc… enquanto para outros isso é visto como um absurdo, para alguns é justificável devido as intenções ou crenças ou sejá lá o que for. Enquanto torturas semelhantes, onde muitas vezes a única diferença são as “armas” envolvidas, hoje em dia são consideradas absurdas pois não há nenhum tipo de lógica que as justifique – como por exemplo as guerras atuais, etc.

Antes que alguém me ataque em retaliação ao que eu acabei de dizer, devo informar que sei o que estou falando. É bom procuarar conhecer a História de forma imparcial para se ter julgametos. O que o Igor demonstrou é seu ponto de vista de sua forma.

Nós ainda temos muito o que aprender, não sejamos ingênuos ao pensar que, ao aprender um ponto de vista os consideremos a verdade. É óbvio que a Inquisição não era um movimento puramente religioso, mas sim político, mas religião e política andavam juntas, eram a mesma coisa à época. Com relação a Joana D’Arc – existe muita coisa diferente a respeito dela, assim como do polêmico Malleus Malleficarum. Não vale aqui, num site de Harry Potter, ficar discutindo isso com quem acha que sabe do assunto – é pura perda de tempo. Por outro lado, o meu conselho é que leiam tudo o que puder, antes de formar opinião – literatura traz os mais diferentes pontos de vista. Vocês irão ouvir falar as mais diferentes coisas sobre Joana D’Arc, desde como ela foi uma santa, até o emprego de uma ironia como o de Roderik com relação a sua “santidade”. Agora, buscando conhecer a época, os valores, e a história dessa mulher, o mínimo que se pode afirmar é sobre sua coragem.

O emprego de O Código Da Vinci como bibliografia realmente foi um furo… um livro que foi tomado como a revelação de um segredo para os ignorantes. Eu gostei do livro, da pesquisa do autor e na forma adaptada para um romance com trama policial. Contudo, para quem conhece essas questões, minimamente que seja, percebe que o autor mistura coisas sérias com grandes bobagens. Mas não vou listar aqui o que o que considero sério e o que considero bobagem… apenas, repetindo a idéia de uma pessoa querida, numa conversa, quem se interessa pra saber se Jesus realmente tinha relações sexuais com Maria Madalena é o tipo de pessoa que, hoje, se interessa pela vida particular dos famosos, seus escândalos e vida amorosa, etc… sendo que Ele já deixou o suficiente com o que pensarmos, refletirmos e agirmos no mundo.

Com relação a comemoração do Natal, não vou entrar nessa discução, mas o que vale mesmo, hoje em dia, não é a procupação com a data correta, mas sim a qualidade que se atribuiu ao 25 de Dezembro. O que estou dizendo é que pode ser interessante saber que o menino Jesus NÃO nasceu realmente no dia 25 de dezembro, mas o que realmente conta é que uma data foi escolhida para vivenciarmos (ou comemorarmos) a vinda desse ser à Terra – e nos preocuparmos em descobrir, cada um a seu modo, quem foi Ele.

Uma coisa que eu (quase) sempre digo no Ish, e gosto de repetir, é que devemos ter respeito a liberdade do outro. O Igor manifestou sua repulsa com relação ao movimento da Inquisição e em nenhum momento o vi desrespeitar os católicos ou agredí-los de forma direta ou indireta. Hoje em dia é fácil separar as intituições daqueles que tem uma fé… então, respeitando a liberdade do outro, sem se doer com ela, podemos, talvez um dia, alcançar o respeito ao próximo e descobrir como a opinião do outro pode acrescentar em mim.

Mas estou feliz, pois pelo menos aqui somos todos educados, ao contrário do que já aconteceu, onde as pessoas começam a agredir verbalmente apenas por que algumas diferenças se apresentam.

Sobre Paulo Coelho, faço das palavras de Luan as minhas…

Acabei extendendo-me de qualquer forma. :D Mas, o mais importante, que eu acho, é que não devemos nos satisfazer com pouca informação… se vocês amam Harry Potter, procurem ver o que está escrito lá. Pois para crianças e jovens, os conhecimentos transmitidos através de uma literatura como Harry Potter é de grande valor, mas a partir do momento que esses conhecimentos são conscientizados, devemos procurar entender o cerne do que estamos falando/amando/cultuando, etc. Então, damos um pequeno passo em direção a evolução.


Praty | Sunday, 25 de October de 2009

:oops: Desculpem alguns erros de gramática, que na verdade são mais erros de digitação, pois escrevi muito rápido…
Coo em assunto e estender-me (pois usei verbo), que eu lembre. ;)



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