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« J.K. e Harry Potter em lista da Entertainment Weekly   Roteiro EdP Parte 4: Tradução das cenas 37 ~ 48 »

Crise da identidade bruxa
//Por Pamela Lima - Friday, 04 de December de 2009 às 15:22

Todo fã de Harry Potter já se sentiu muito incomodado com seu status trouxa , desejando com todas as forças que uma coruja pousasse na janela e lhe trouxesse o status bruxo.
Mas o que, exatamente, torna um bruxo bruxo? O que, do ponto de vista social, traria a identidade bruxa? Bruna Moreno, nesse grande ensaio, fala sobre a definição de uma identidade para o mundo bruxo, e sobre como isso pode ser o agente causador do preconceito e das guerras. Não deixe de ler e comentar!

Por Bruna Moreno

Há de se pensar que a senhora Wyler carregou os livros com certo tom pejorativo ao traduzir a palavra “muggle” para “trouxa”, não é? Recordem-se, por exemplo, da passagem do primeiro volume, em que Hagrid argumenta a favor da ida de Harry a Hogwarts. Ele diz: “Eu gostaria de ver um grande trouxa como você impedi-lo”, muito gentilmente, a tio Vernon. Não, francamente, eu não teria parado para indagar “o que é um trouxa?”; se eu fosse uma Dursley, teria pegado aquele guarda-chuva cor-de-rosa dele e enfiado no —

Bom, não há motivos para tanta violência, fiquem sabendo. A primeiro momento, pode até parecer que a palavra não funciona para a língua portuguesa. Talvez seja até melhor compilar aqui parte do verbete do dicionário Aurélio:

Substantivo de dois gêneros.
5.Gír. Pessoa tola, inábil, sem expediente, fácil de ser enganada.

“Inábil”! Talvez fosse a esse sentido que nossa escritora querida estivesse se referindo; sem dúvidas, foi nele em que Lia Wyler se inspirou para a tradução. Ah-ah (pigarro não-Umbridge), corrijo-me — realmente tia Jo estava pensando nisso, porque, em 2003, ao entrar no dicionário de inglês Oxford, a palavra “muggle” também tinha o mesmo significado: “a person who lacks a particular skill or skills” (a pessoa que não tem uma ou mais habilidades específicas).

Pois bem, agora é claro porque tio Vernon se calou para Hagrid. Deixando de lado o porte descomunal e intimidador do gigante, também não havia realmente muito a contestar naquele quesito: ele era mesmo trouxa, afinal lhe faltavam habilidades mágicas que seriam próprias, obviamente, dos bruxos.

A sociedade de Jo Rowling

E assim é dividida a sociedade de Harry Potter: existem aqueles que foram abençoados pelo milagre da magia, e outros bem menos sortudos e mais inábeis nesse ponto. Ora, consideremos: se todos fossem bruxos, não haveria necessidade da palavra “muggle/ trouxa”. Talvez o conceito de magia nem ao menos existisse.

Apesar de tão distintos, quase contrários, bruxos e trouxas são indissociáveis. Um não haveria porquê de ser nomeado sem o outro. A identidade de um se constrói fundamentalmente a partir do algo fora dela, uma outra identidade diferente que, mesmo praticamente oposta, lhe fornece condições de existência. Ser bruxo é ser não-trouxa, e vice-versa, afinal.

E o que é ser um ou outro? Talvez antes: o que é ser?! Bom, bom, não tinha planejado discussões muito filosóficas para esta coluna, então gostaria de pedir permissão para deixar isto de lado. E ser trouxa? Isso também me parece algo tão… tão insípido, não? Falar sobre nós mesmos num site sobre Harry Potter me pareceria deveras inadequado. Partiremos, pois, para a pergunta restante: o que é ser bruxo?

Claro que cada pessoa é uma pessoa. Jogar Draco Malfoy e Hermione Granger numa mesma caixinha rotulada “bruxos” poderia fazer os narizes de algumas pessoas entortarem (se é que jogá-los lá juntos seria a grande felicidade para alguns ficwritters). O que eu quero dizer é que existe uma imagem, um lugar a que eles pertencem, assim como compreendemos algo para “brasileiro” ou “patricinha”, por exemplo.

Poder-se-ia repetir que ser bruxo é só não ser trouxa. Ou se poderia também complementar com os símbolos que os rondam: as varinhas, as poções, os pergaminhos, as vassouras voadoras, os chapéus pontudos, a cerveja amanteigada do final de semana. Porém, a coisa é mais complexa. Ser bruxo na França implica considerar Beauxbatons como a escola tradicional, o que é diferente do que acontece na Inglaterra ou na Hungria, como sabemos. Ser bruxo no século XXI, tendo de escapar de radares e satélites trouxas, e com medo de fotos digitais comprometedoras vazando na rede mundial de computadores, certamente é muito diferente de ser bruxo na Idade Média, quando se tinha que fingir que coceguinhas de fogueiras ardiam para a morte. Enfim, ser bruxo não é algo fixo, porque identidade não é um conceito fixo, muito pelo contrário: é instável, construído sócio-historicamente, e por vezes incoerente (sobre isso falarei já).

Não seria possível fornecer uma resposta à questão, fique bem claro. Talvez este seja o grande problema em se pensar em identidade: a busca do “o que eu sou” — que movimenta o “o que eu serei”, “o que eu farei”, “de onde vim”, “para onde vou” — ao se tornar tão incerta e não-palpável, acaba por atrapalhar-se. Consideremos também, dentro da sociedade mágica de Jo, a mistura entre trouxas e bruxos ao longo dos anos. Casamentos entre as duas partes que geraram filhos das duas partes, imersos e expostos a ambos os mundos. Como delimitar quem pertence a qual?

Em meio a esse contexto, responde-se à diversidade com mais procura pela identidade, uma que seja mais “verdadeira” que a nova. Contesta-se a crise evocando origens, quer sejam históricas ou biológicas, de modo a se alcançar algo mais certo, unificado e homogêneo. Mas, ei, isso não lembra alguma coisa? Um grupo especial que procura mostrar — e realmente acredita nisso! — a importância do sangue-puro e a inferioridade dos trouxas e de outras criaturas mágicas?

Os comensais da morte

Pois é. A família Black e todos os seus prolongamentos e derivações, Malfoys, Lestranges e etecétera, todos encontraram seu lugar sob o sol quando Tom Marvolo Riddle resolveu decretar guerra aos trouxas, nascidos trouxas, lobisomens, gigantes, sereianos, elfos domésticos e… segue a lista. A justificativa era a mesma dada à crise de identidade pela qual passavam: bruxos de sangue-puro seriam mais poderosos, e sua magia estaria se diluindo pelas veias mestiças. A sustentação do argumento tinha viés tanto biológico — que reforçava os casamentos intra-sanguíneos e criava uma hierarquia entre as raças, em que duplamente humana e mágica estaria no topo — quanto histórico — remontando à época em que a dissimulação bruxa era maior e em que, portanto, a magia bruxa era plena e não havia os ditos “sangues-ruins”; seria o ápice da “bruxidade”.

A desesperada produção de uma cultura bruxa unificada e homogênea leva à busca desta comunidade imaginada, a qual, embora não exista — já que a identidade não é fixa, lembram-se? — é crida. É como se os comensais (e adeptos, os comensais menos extrovertidos) acreditassem ser possível ressuscitar uma antiga identidade bruxa, mais certa que a atual, e, mais ainda, serem também os responsáveis por esse retorno.

Neste ponto, eu me arriscaria a responder parcialmente à pergunta que propus acima: para os seguidores de Voldemort, e para ele próprio, ser bruxo é mais do que ser não-trouxa — é ser anti-trouxa.

Não, não, talvez eu esteja me apressando ao afirmar isso. E Snape, e sua invejável paixão eterna por Lily Evans? O que ele é?

Papéis

A pergunta completa deveria ser: o que ele era perto de Lily e longe de Lily? Ou, o que ele era com Dumbledore e com Voldemort? Pois eu digo e repito, para que a coluna não pareça confusa: identidade é um conceito instável, modelado sócio-historicamente. Por isso, não posso dizer que existia (e não existe mais, snif) somente um Snape, mas vários — o Snape-aluno, o Snape-professor, o Snape-filho, o Snape-amante-de-Lily, o Snape-que-odiava-Tiago, o Snape-comensal, o Snape-comensal-traidor e assim por diante. Cada um desses Snapes é um papel assumido por ele.

Não pensem que quero dizer com isso que ele seja falso ou hipócrita. Por mais que essas identidades sejam díspares (e aqui que entra aquela parte do “identidade incoerente”), elas convivem dentro de uma mesma pessoa, que as assumirá em determinados momentos e/ou situações. Ora, o Snape que convivia com sua mãe não era o mesmo que convivia com Petunia Evans, embora na época ele vivenciasse os dois; o Snape que era aluno deixa de existir após a formatura de Hogwarts, abrindo possibilidade para o Snape-professor.

Esclarecido isso, voltemos à pergunta: o que raios Snape é? Anti-trouxa ou só não-trouxa?

Bom, para ser não-trouxa basta ser bruxo. Ok. Para ser bruxo anti-trouxa, pelo menos em algum instante da vida, ele precisaria ter sido, necessariamente, comensal ao mesmo tempo. Aí que a coisa enrosca, porque ser comensal não é só ser anti-trouxa; é, na realidade, estar na crise de identidade bruxa, elegendo o sangue puro como o único “correto” e merecedor de existência. Ser comensal é ser anti-trouxa e anti-sangue-ruim.

Snape nunca, nunquinha da Silva, poderia ser anti-sangue-ruim. Ele amava Lily!

Identidades desmascaradas

Voldemort era o ápice do anti-sangue-ruim, tanto que ocultou seu próprio passado mestiço e se deu um novo nome, negando, assim, sua condição pré-comensal (se fôssemos considerá-lo Comensal Mor). O mesmo fez Barty Crouch Jr, ao excomungar o pai; Bellatrix Lestrange, ao falar mal de sua família; e Pettigrew, ao trair os amigos.

De modo avesso, Snape jamais deixou de nutrir seu amor platônico. Jamais negou sua condição pré-comensal. Jamais pôde ser, verdadeiramente, Comensal da Morte.

Se formos parar para pensar, o mesmo aconteceu com Lucius Malfoy, que nunca deixou de valorizar a família, e com Regulus Black, que não conseguiu deixar Kreacher para trás. Agora fica fácil de ver porque todos eles viraram a casaca…

Um adendo

Quem não tem medo de usar a palavra há de vincular a crise de identidade à pós-modernidade. E quem a usa quase sempre há de tingi-la com certo grau pejorativo.

Pois é. Seja na ficção ou no mundo real, nunca é bom ser comensal.


Referências

Além da própria série e dos dicionários Aurélio e Oxford citados acima, me baseei também no texto de Kathryn Woodward, do livro “Identidade e Diferença — a perspectiva dos estudos culturais”.

Leitura acessível até a parte da viagem na maionese — ops, quero dizer, da psicanálise.

Bruna Moreno é estudante de Letras, Jornalismo e analista nas horas vagas.

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Categorias: Autor, Bruna Moreno, Colunas, Ensaios, Notícias em Destaque
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Comentários
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Ana Beatriz | Friday, 04 de December de 2009

Trogaa….Pq eu sou uma trouxa!??? –>Quero ser bruxa!


Luan | Friday, 04 de December de 2009

Achei ótima a coluna, mas não divisei bem os objetivos. Foi algo como um texto potteriano sem que o tema delimitado inicialmente tivesse sido explorado como tal.
O problema bem que pode estar com minha leitura desatenta. Lerei novamente e volto a comentar.
:D


beatriz | Friday, 04 de December de 2009

ameiiiii
queria ser um bruxo!
mais que pena que ñ sou……….


[...] This post was mentioned on Twitter by Daniella Michalleni, Mariana Citty. Mariana Citty said: RT @potterish: Crise da identidade bruxa http://tinyurl.com/yj5pbra [...]


Lilian T. | Friday, 04 de December de 2009

Bruna Moreno, que coluna maravilosa! Parabens!
Meio complicada, mas por isso mesmo excelente!

Qdo li pela primeira vez HP, confesso que fiquei meio ofendida com a tradução “trouxa”. Pensei: “nossa, só por que não posso fazer magica, um bruxo me rotularia como idiota!”. Sabe, isso não deixa de ser verdade, pq percebemos os melhores bruxos da serie, como a Sra Weasley acham os trouxas, vamos dizer, um tanto bobos. Bem, eles meio que pensam que invensôes brilhantes como o avião até o desentupidor de pia são tolices sem fundamento. Parecem que esquecem que nos rotulam justamente por não poder usar magia! Sempre achei isso meio ironico, mas bastante divertido (nunca me esqueço do Arthur e o metrô).

Acho mto bem colocado o papel do Snape na historia. Gostando ou odiando-o, não se pode negar, ele é simplesmente mto complexo, e por isso cabe perfeitamente nesse assunto.

Vamos dizer que o Snape era uma criança “comum”. Quer dizer, vamos concordar que ele não era um Draco Malfoy da vida; na verdade qdo penso nele criança, me lembra o Harry antes de Hogwarts: na dele, não liga pra ninguem, não faz mal a ninguem, não tem amigos, nem se preocupa com o aquecimento global. A familia dele é um caos e a unica coisa boa em sua vida é uma menininha ruiva que mora por perto. Certo.

Aí vem o rolo: Snape é mestiço e desenvolve uma certa raiva de trouxas, pq seu pai, q é trouxa, é uma pessoa horrivel, que maltrata a coitada da mãe dele, que é bruxa. Tudo bem. Depois, Snape conhece a Lily, que é o amor da vida dele, mas que nasceu trouxa mas sabe fazer magicas então, tecnicamente, alem de ser uma garota maravilhosa ela não pode entrar no mesmo pacote que o pai e a tal da Petunia, que na visão dele era uma chata q tentava separar a irmã do menino esquisito do cabelo oleoso. Dá para entender até aí. Mas depois vem Hogwarts. Snape tem ciúme do Potter q quer “roubar” a Lily dele, então para impressioná-la ele tenta se tornar um grande bruxo das trevas (materia em q é preciso ser mto corajoso e inteligente) se misturando com uma turma q detesta trouxas e sangues-ruins (quadro em q a propria Lily entra). Os dois acabam brigando, e Snape se torna Comensal e assume todas as implicações disso (com erteza torturar e matar trouxas, mesticos, e sangue-ruins), mesmo ele sendo mestiço e ainda amando a Lily. O resto a gente já sabe.

Pronto, agora a gente se pergunta o que ele é. Bem, eu sei lá! Acho que Snape era sim um grande Comensal da Morte, mas não pelos mesmos motivos que os outros. Como disse Sirius, Snape era esperto de mais para ir para Azkaban, e por certo, esperto demais para cair nessa lorota que os bruxos como Voldemort e Belatriz pregavam. O que ele queria era ter uma posição de poder e status, sem importar quem oferecesse, e ainda lidando com o seu assunto favorito. Por tanto, acho o Snape, mesmo sendo anti-alguma-coisa por conveniencia, realmente nem se importava com isso, pq estava mais interessado em fazer a Lily gostar dele.

Agora, pq ele não tomou consciencia das contradições em q havia entrado, só Deus sabe…

Cara, que complicado… por isso gosto de falar dele!

Bom, não respondi o que torna um bruxo um bruxo e um trouxa um trouxa, mas acho que o comentario valeu!


Priscila | Friday, 04 de December de 2009

ÓTIMA coluna, parabéns.


Paulo Gaunt | Friday, 04 de December de 2009

(First??) O.O

achei lgl o seu ponto de vista, embora seja mto “psicanalítico” (viagem na maionese) deu pra sacar o ponto da coisa… vc leva jeito pra essa profissão q confunde a pessoa a ponto da pessoa se sentir burra… kkkkkkk


Paulo Gaunt | Friday, 04 de December de 2009

kkkkkk correção: eu colokei akele first no começo pq eu deixei a pagina aberta moh tempão e num vi os coments… hehehe


Anonymous | Friday, 04 de December de 2009

Larissa | Friday, 04 de December de 2009

na verdade todos que leen quem se bruxos mais li sobre issoe é realmente obscuro esse lado! 8O


André | Saturday, 05 de December de 2009

Trogaa….Pq eu sou u(m) trouxa!??? –>Quero ser brux(o)!

Será que não existem bruxos por ai, e a gente é os trouxas da historia ? ahaaa ;D

Muito boa a coluna, gostei mesmo.. principalmente a parte do Snape, é muito complexo e interessante comentar. Snape é o cara


Rita de Cássia Granger | Saturday, 05 de December de 2009

:D Ler textos como esse é que reforçam a cada que passa tudo o que penso sobre Harry Potter. Ser Pottermaníaco não é apenas gostar da história superficial que a maioria das pessoas enxergam nos filmes e criticam erronamente, ser pottermaníaco é entender nas entrelinhas toda a profundidade da história de Rowling. E é por isso que me orgulho em ser uma pottermaníaca.
Beijos potterianos :***
8) RC Granger 8)


Rita de Cássia Granger | Saturday, 05 de December de 2009

:D Ler textos como esse é que reforçam a cada dia que passa tudo o que penso sobre Harry Potter. Ser Pottermaníaco não é apenas gostar da história superficial que a maioria das pessoas enxergam nos filmes e criticam erronamente, ser pottermaníaco é entender nas entrelinhas toda a profundidade da história de Rowling. E é por isso que me orgulho em ser uma pottermaníaca.
Beijos potterianos :***
8) RC Granger 8)


LORENE_POTTER | Saturday, 05 de December de 2009

Bom achei a coluna sensacional muito complexa e super interessante.
Nunca considerei snape um personagem comun ,na verdade acho ele o melhor personagem da historia ( ele é sempre muito ele)NUNCA, achei que ele concordasse com as besteiras de voldemord (como a Bela que é muito fanatica), ele(snape)sempre amou Lily e sempre quiz conquistar ela por isso o odio de tiago.Então acho que as multi facetas sempre se deram por esse lindo amor , afinal ele se virou contra voldemord por ela e passou a proteger o filho dela acima de tudo ate mesmo da propria vida .Tabem acho que isso sew aplica a lucio malfoy ele sempre quiz o poder mas nunca acima da familia que ele tanto ama.Voldemord nunca suspeitou da traição de snape por que ele nunca amou ninguem , ja o nosso querido diretor sabia que snape tinha se regenerado por que ele acreditava que o amor pode tudo.
Enfim acho que tudo que aconteceu na serie, Na historia do menino HARRY POTTER foi pelo amor de SNAPE por sua mãe LILY EVANS e o odio por seu pai TIAGO POTTER.A Vitoria de harry em voldemord principalmente ele deve a snape


Joanna | Saturday, 05 de December de 2009

Adorei.
Agora ao invés de dizer que sou trouxa, sou não bruxa. Invariavelmente acaba sendo mais digno. ;)
Adorei o texto, muitíssimo bem-feito.


Slythie | Saturday, 05 de December de 2009

Coluna maravilhosa!!

Tinha de ser estudante de Letras!!!

Minha colega de trabalho!!


Nya | Saturday, 05 de December de 2009

eu sou bruxa, minha coruja q ficou completamente perdida e confusa e ainda não me entregou minha carta de hogwarts ^^
:D


livia | Saturday, 05 de December de 2009

’se eu fosse uma Dursley, teria pegado aquele guarda-chuva cor-de-rosa dele e enfiado no —”
eu ri ^^
muito boa coluna.
queria ser bruxa também!


Aline | Saturday, 05 de December de 2009

Muito bom… gostei bastante! Sem dúvida, todo mundo concorda que o Snape é o personagem mais complexos da série, e um dos mais complexos que eu já conheci… Isso ainda daria muito “pano pra manga”… hehehe! Parabéns :D


Valéria | Sunday, 06 de December de 2009

Tudo o que vc falou do Snape está certíssimo !!! Ele é muito complexo e complicado, mas também uma das pessoas que mais ajudou Harry, mesmo que ele só vá perceber isso depois que Snape morre (snif) ao ver a sua memória.
É o meu personagem favorito, mesmo antes dele revelar que tudo o que fazia era pela memória do amor de Lilian Evans (depois Potter) e também pelo ódio à Tiago Potter, que o infernizou e humilhou a vida toda e depois roubou seu grande amor, eu já gostava muito dele e sabia que ele não deveria ser tão mal quanto aparentava.
Desde o começo, Snape sempre teve atitudes muito dúbias,questionáveis, não dava para afirmar que ele era mal. Talvez muitos não gostassem deleporque o viam pelos olhos de Harry: a única opinião sobre Snape era a que Harry tinha e que não era lá muito boa. Talvez se nós conseguíssemos desde o primeiro livro separar aquilo que Harry dizia e achava sobre Snape dos fatos como eles realmente aconteciam, poderíamos ter notado o que Snape era desde o início. Mas JK fazia questão de que Snape fosse mostrado como o vilão, só que dava muitas pistas do verdadeiro Snape, nós é que não notávamos.
Eu fiz uma experiência e depois de ler todos os livros, depois de saber de tudo, li novamente mas agora com uma atenção especial ao que aparecia sobre Snape e estava tudo lá, só não foi percebido pela grande maioria…
À meu vez, depois de Harry, Snape é o segundo grande mártir desta história… Tanto que o prórpio Harry deu seu nome à um de seus filhos… foi uma homenagem muito merecida !!!!!!!!!


Juliana | Sunday, 06 de December de 2009

Eh uma coluna interessante, bem complexa mesmo. O Snape sempre foi um personagem intrigante.



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