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O Guardião das Chaves
//Por Isadora Cecatto - Friday, 29 de January de 2010 às 15:56

Hagrid é, sem dúvidas, um dos maiores geradores de opiniões controversas na saga Potter: enquanto alguns dedicam ao grandão admiração e carinho, outros tratam sua imagem como a de um simples figurante atrapalhado e desnecessário na história de Hogwarts e mesmo na vida de nosso Harry.
Pâmela Lima nos presenteia mais uma vez como uma análise brilhante, dessa vez mostrando aos fãs da série que o meio-gigante no qual Dumbledore tanto confiava é digno dessa confiança e de muito mais. Leia a coluna completa aqui e dê sua opinião!

Novos Colunistas
Boas notícias aos que perderam o prazo dos testes para colunista do Potterish! Devido ao pequeno número de selecionados (das dezenas de e-mails recebidos, ainda não enchemos uma mão com os escolhidos) resolvemos prolongar a data limite para o envio das colunas. Quem tiver interesse e não tentou ainda, escreve pra gente até o dia 5 de fevereiro! Quem sabe você não é mais um dos novos talentos que estamos procurando?
Para mais informações, clique aqui

Por Pâmela Lima

O Guardião das Chaves

Para alguns bruxos a entrada no mundo da magia se dá na própria família. Aqueles que já nascem em família bruxa convivem diariamente, desde os primeiros passos, com feitiços sendo realizados dentro de casa e caldeirões espalhados pelo jardim. Já os nascidos-trouxas são avisados em seu décimo primeiro aniversário que estão convidados a entrar nesse mundo, onde poderão entender seus maravilhosos poderes. Sabemos que Severus Snape foi o primeiro a avisar Lily sobre seus poderes. E o fato de Snape não ser o garotinho mais apresentável da vizinhança e, mesmo assim, ter despertado a amizade de Lily, me faz pensar que o que uniu os dois, acima de tudo, foi essa apresentação.

É quase a mesma coisa que nunca esquecer o grande primeiro amor, ou nunca esquecer a primeira grande decepção. É como quando temos certeza de que sempre nos lembraremos do primeiro livro ou da professora que nos ensinou a ler. É a entrada para um mundo novo, dada por alguém que nunca conseguiremos odiar completamente.

E essa coluna é para falar do homem que levou Harry ao Beco Diagonal pela primeira vez e, consequentemente, nos levou até Hogwarts pela primeira vez: Rubeus Hagrid.

O guarda-caças

Hagrid é um meio-gigante, o que o torna mais alto, forte e resistente do que os humanos comuns. E a vantagem de ter esse tamanho todo é que, além de resistir bravamente em algumas batalhas, ele também tem mais facilidade de domar animais um pouco incompreendidos – como ele mesmo gosta de dizer. Testrálios misteriosos, orgulhosos hipogrifos e, seu preferidos, os dragões, fazem parte do quintal de Hagrid. Mas acima dessa vantagem física vem outra: ele sabe cuidar dos animais. Cuidar exige atenção, carinho, até certa dose de delicadeza. E mesmo que tenha todo o porte para ser a brutalidade em pessoa, ele consegue – obviamente derrubando metade das coisas que vê pela frente – tratar dos casos mais impossíveis.

E por isso logo ele, dentre todos os bruxos da Ordem da Fênix, foi escolhido para levar Harry até os Dursley e, após anos, leva-lo a Hogwarts.

A confiança de Dumbledore no guarda-caças data da época em que o diretor ainda dava aulas e Hagrid era um menino do terceiro ano, tendo sua varinha quebrada pelo Ministério da Magia. O meio-gigante foi acusado de um crime que não cometeu e ainda assim se resignou e fez de tudo para, pelo menos, proteger seu novo bichinho: uma acromântula (cuja morte foi muito chorada no sexto livro da série). Logo depois da expulsão o professor insistiu a Armando Dippet, o diretor, para deixar que Hagrid continuasse na escola cuidando dos animais.

Acredito que Dumbledore sabia que a culpa do crime não era do garoto. Que sabia que Tom Riddle estava no caso. Que, muito tempo depois, também sabia sobre o que estava escondido no guarda-chuva cor-de-rosa que o meio-gigante sempre levava. Mas a confiança e o vínculo criado entre esses dois grandes homens se davam por apenas um fato:

Dumbledore sabia que Hagrid era bom.

O Guardião das Chaves de Hogwarts

Bondade genuína e desinteressada é algo muito raro, inclusive em livros de ficção (que, de qualquer modo, devem retratar a realidade humana). A maioria das pessoas tem apenas momentos de bondade pura, em que fazem algo que não lhes trará benefícios diretos. Porém sabemos que o mesmo não acontece com Hagrid. Logo que ele chega à cabana em que os Dursley tentam esconder Harry o guarda-caças traz, em um dos bolsos do seu casaco peludo, o primeiro ato do bem: um bolo de aniversário, algo que o pequeno garoto nunca tivera. Ignore agora que o bolo era ruim.

Ele nunca esquecia um aniversário, nunca deixava de estar à mesa no Natal, nunca desrespeitou aqueles a quem era fiel. Mesmo com seu pequeno problema com a bebida, que o fez contar alguns segredos que não deviam ser revelados. No sétimo livro da série, quando se descobre que há um espião dentro da Ordem da Fênix, Harry não se atreve a pensar que possa ser o meio-gigante (e chega a afirmar que o ama).

Falando no Menino-que-Sobreviveu, esse sim tem uma relação interessante com Hagrid, que volta àquilo que falei no início do texto. Para Harry, Hagrid simboliza a magia. Tanto como professor, como amigo ou como organizador de eventos “Apóie Potter”, ele traz confiança. Diria que foi o primeiro porto seguro que Harry teve na vida, e que ele desejava passar o mesmo para os filhos. Sabemos, pelo menos, que Albus Severus estava convidado para um café com bolinhos na sua primeira semana de aula.

Vínculo forte, o desses dois. No primeiro livro Hagrid carrega o bebê-que-sobreviveu em uma só mão e, no sétimo, carrega o “corpo morto” do homem-que-sobreviveu-duas-vezes. Se pararmos para pensar, existe no mínimo um universo de conexões entre as almas dessas duas pessoas.

As melhores chaves

Por esses pequenos detalhes eu não posso deixar de me indignar quando vejo alguém dizer que ele é só mais um bobão na história, que não serve para nada, que só atrapalha ou que é apenas uma veia cômica.

Ele era um guerreiro. Um homem que desafiava as autoridades. Um domador das feras mais inimagináveis. Um ombro enorme e acolhedor para consolar Hermione quando ela foi chamada de sangue-ruim, ou para cuidar de Ron enquanto ele vomitava lesmas, ou para amparar o irmão gigante. E mais: para cuidar de um jovem órfão (como ele mesmo era) enquanto este dava os primeiros passos para se tornar a grande lenda do mundo da magia.

Hagrid representa a bondade, a amizade, o bom humor, a família que acabamos conhecendo ao longo da vida. Hagrid é aquele amigo que tira você das piores enrascadas e também é aquele avô que faz questão de alimentar todo mundo. Além disso, foi aquele que nos trouxe Harry e nos levou a Hogwarts em uma pequena jangada que atravessava o Lago Negro.

E por isso eu digo que, no chaveiro que ele guarda no enorme bolso do casaco, junto com as chaves dos portões de Hogwarts, está a chave do meu coração também.

Pâmela Lima se despede da edição de colunas dizendo que foi muito legal e desejando bom retorno à Isa.

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Categorias: Análises, Colunas, Notícias em Destaque, Pâmela Lima
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Comentários
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Heitor | Friday, 29 de January de 2010

“E por isso eu digo que, no chaveiro que ele guarda no enorme bolso do casaco, junto com as chaves dos portões de Hogwarts, está a chave do meu coração também.”[2]

Amei!!!! oO

Essa é uma verdadeira leitora-coração ;)


Ingrid | Friday, 29 de January de 2010

Lindo texto

Com ctz foi escrito com mto carinho, cada palavras demonstra o que todos nós, verdadeiros leitores de Harry Potter, sentimos em relação a esse gigante tão amável!

Ele tem a chave do meu coração! ^^

=*


Bruna | Friday, 29 de January de 2010

Adoro o Hagrid, e o texto ficou muito legal *—–*
a morte da acromântula me fez lembrar da cena das “presas” que o harry faz, sou FÃ daquela cena.


Ralyson | Friday, 29 de January de 2010

:D Muito bom a matéria! Parabéns! :D


Anonymous | Friday, 29 de January de 2010

Foi uma das melhores matérias que já li!!!
Amei!!!


Isadora Cecatto | Friday, 29 de January de 2010

Bom, agora comentando como simples leitora: amei, Pam! Sendo tão fã do Hagrid, não vejo melhores palavras pra descrever os motivos de ser ele um dos grandes heróis da história. A chave do meu coração tá lá também. E devem ter muitas, por isso o chaveiro é tão grande :) haha demais!


Andreza | Friday, 29 de January de 2010

Adorei seu texto sobre o Hagrid. Muito bom mesmo. Concordo com tudo que foi escrito.


jessika | Friday, 29 de January de 2010

Ah que lindo^^!
Hagrid com certeza tem a chave do meu coração! Adorei, demonstrou muita sensibilidade!! \o/


Marcella | Friday, 29 de January de 2010

Emocionei :cry:


Cah | Friday, 29 de January de 2010

Caramba.

Nunca ouvi uma pessoa defender Hagrid com tanta paixão e delicadeza. Lindo texto!

Beijo


Anonymous | Friday, 29 de January de 2010

“Hagrid representa a bondade, a amizade, o bom humor, a família que acabamos conhecendo ao longo da vida. Hagrid é aquele amigo que tira você das piores enrascadas e também é aquele avô que faz questão de alimentar todo mundo. Além disso, foi aquele que nos trouxe Harry e nos levou a Hogwarts em uma pequena jangada que atravessava o Lago Negro.

E por isso eu digo que, no chaveiro que ele guarda no enorme bolso do casaco, junto com as chaves dos portões de Hogwarts, está a chave do meu coração também”.

Emocionei!
Lindo texto!
Parabéns.


Viviane | Friday, 29 de January de 2010

Sou a do comentário acima.


Rodrigo | Friday, 29 de January de 2010

Você está se tornando minha escritora de colunas favorita. Sua nálise sobre Hagrid, foi uma coisa inusitada, inovadora e bem adequada, além de é claro, emocionante. Acho que a J.K queria dar um tapa de luva num mundo que julga tudo pelas aparências. Parábens.


Layra | Saturday, 30 de January de 2010

Acho que você representou bem o que o Hagrid significa para todo nós que somos realmente fãs desse mundo que a J.K. criou. Hagrid sempre foi um dos meus personagens prefeirdos, e realmente não dá pra imaginar como algumas pessoas dizem que ele é “só mais um botão na história”. O texto foi o melhor que já li do genero. Parabéns mesmo!


Jharry9 | Saturday, 30 de January de 2010

A melhor matéria que eu ja li! Conseguiu realmente expressar o que todos nós sentimos pelo Hagrid. Mostrou como ele é um dos personagens mais importante e amado de todos. Adorei mesmo. :D


Daniel | Saturday, 30 de January de 2010

Humm, coluna instigante! Bem verdade que eu acho o Hagrid um pé no saco, um chato de galocha, mas ele tem o seu valor, e vc mostrou isso muito bem no início da coluna… memorável a cena em que o Harry começa a descobrir sobre magia, como Hagrid vai mostrando esse mundo novo, como um elo entre a vida de desgraça e o descobrimento de tudo novo. É isso, e só isso, que faz do Hagrid um personagem razoável, pra mim. Muito inteligente você fazer um link com o descobrimento da magia por Lily, também.

O esquema dos títulos ficou estranho, pelo menos o terceiro; podia ser menos repetitivo, abordar outro lado dele.

Não acho o Hagrid esse poço de bondade. Bondade está acima da pacatez do personagem. Ele tem uma ligação muito forte com o Harry, por ter pegado o menino ainda bebê em Godric’s Hollow, acho que o fato de o livro ser sob perspectiva do personagem, passa uma visão pessoal demais. Se você tentar tirar o Harry do foco, ter uma visão mais ampla, o Hagrid não é tudo isso, ao meu ver. Grato e leal, essas são as principais características dele. Bom é Dumbledore, é Hermione, Lupin… bons são os personagens que não têm uma distinção das pessoas a quem destinar o ato de dita bondade, pra mim.

Contudo, o ponto de que mais discordo da coluna é quando vc define Hagrid como um guerreiro engajado, contra as autoridades. Hagrid é covarde e fraco, apesar de grifinório. Será que ninguém aqui lembra do estado dele em Cálice de Fogo? Ele é movido à necessidade de quem ama, não luta por nada próprio, não se ergue por uma causa que não seja sua também. É nobre, mas não acho que faz dele um guerreiro implacável como me pareceu descrito, aqui.

Tanto como professor, como amigo ou como organizador de eventos “Apóie Potter”, ele traz confiança.
Tem certeza que como professor também? O Harry suportava as aulas dele por consideração, mas não “confiava” nele não. O Hagrid não presta pra professor, só conseguiu o cargo por causa da bendita mania de Dumbledore de dar chance às pessoas.

Gostei mesmo da coluna… muitas vezes quando se faz uma coluna desse tipo, acaba ficando chata e vaga, porque tem gente que acaba fazendo um texto meramente biográfico, só contando o que o personagem fez nos livros, que todo mundo aqui do site sabe perfeitamente. Esta coluna, especialmente, analisa a coisa toda de um modo legal. Senti falta de algo sobre os relacionamentos de Hagrid, Maxime nem foi citada, e é um assunto bom pra discussão, principalmente depois da Jo ter revelado que Hagrid acaba sozinho.

É o tipo de coluna que adoro ver no site, parabéns Pâmela, está ótima! Encerrou o reinado nessa seção do site com maestria *-*


Ariana | Saturday, 30 de January de 2010

Uau. Quero dizer, uau!… O-O

Cara, nunca, em toda a minha vida, parei para pensar tanto sobre Hagrid. Caraca, essa coluna foi simplesmente… simplesmente… *sem palavras*

Jamais parei e vi Rúbeo Hagrid da forma que foi apresentada. [i]“Hagrid representa a bondade, a amizade, o bom humor, a família que acabamos conhecendo ao longo da vida. Hagrid é aquele amigo que tira você das piores enrascadas e também é aquele avô que faz questão de alimentar todo mundo.”[/i]

Isso foi fantástico e completamente VER-DA-DEI-RO. O melhor é isso. Sem nenhum fato adicional, utilizando tudo o que há de concreto sobre o querido guarda-caça.

E a parte em que disse que, entre as chaves do enorme molho que ele carrega no bolso, há a chave do seu coração foi de se emocionar :cry: E olha que eu sou super-fã da McGonagall e não costumo me emocionar muito!

Incrível, simplesmente incrível. Meus parabéns e, como foi dito, você com toda a absoluta certeza é uma leitora-coração ;)


May | Monday, 01 de February de 2010

Primeiro No enorme chaveiro que ele guarda no bolso com as chaves de Hogwarts ele guarda também a chave do meu coração
E segundo Amei a coluna amei ei amei
s2


Giselle di Launnblec | Tuesday, 02 de February de 2010

:D Parabéns Pamêla! lindas palavras. Acredito que aasim como vc poucas pessoas conseguem captar a essencia do grande Rúbeo como você. Acredito também que seja exatamente esta a mensagem que Joanne gostaria de passar ao criá lo. Para nós fazer compreender que que um grande homem é feito de delicadeza e fidelidade. Que um homem valente chora por aqueles que ama e que defende os seus com garra e coragem.
Gostei pra valer do que vc escreveu.


Regina McGonagall | Tuesday, 02 de February de 2010

Faltou mencionar que ele merece toda a confiança do super atento Olho Tonto Moody.

Seguindo a linha de raciocínio da Pamela, eu diria que o velho auror compartilha a velha confiança de Dumbledore no nosso querido Hagrid. e lembrem-se de que também foi ele o encarregado de resgatar a pedra Filosofal de Gringotes.

Na lógica da Jo, eu diria que Moody pode ter deduzido que os comensais pensariam justamente como a maioria que acha o Hagrid "imprestável" e jamais acreditariam que o verdadeiro Harry estaria com ele na fuga da Rua dos Alfeneiros. Mesmo assim, penso que Moody sabia que Hagrid protegeria Harry de todas as formas e confiou ao grandão a missão que Voldemort acreditaria ser dele mesmo (e foi o que aconteceu, né?)

hagrid, com todo o seu tamanho, cabe direitinho no meu coração, e acho que no da Jo também, Afinal, ela confiou até no ator Robbie Coltrane, contando-lhe o seu papel no final da série logo nas filmagens do primeiro filme.


Praty | Thursday, 04 de February de 2010

É uma pena que você está se “aposentando” Pâmela… suas colunas são ótimas!!

Essa, em especial, foi linda! Me arrepiei, tamanho reconhcimento entre o que sinto e o que li em sua coluna.

Hagrid é muito querido… ele causou uma enorme sensação em mim quando apareceu pela primeira vez em PF, e eu, com meus 12 anos, me encantei de tal forma por Hagrid que sou até capaz de sentir o aconchego de seu abraço (ou o peso de seu abraço quando está bebado rsrsr).

Jo pintou ou caipiras em Hagrid de forma maravilhosa – a maioria dos caipiras é como Hagrid, ou seja, forte, valente, sem medo do trabalho e que tem um enorme poço de sentimentalismo no coração, e, acima de tudo, uma pessoa extremamente simples, que não precisa de grande realizações para ser feliz.

Ai ai Dan, vc sabe que te adoro, né? Mas tenho que discordar de você. Claro que o Hagrid se acabou de chorar e se fechou em sua cabana por semanas em CdF… mas isso faz parte de seu sentimentalismo, ele acaba sofrendo muito achando que foi humilhado. Mas isso não nega o quanto ele é corajoso e definitivamente destemido. No próprio Cálice de Fogo, mostra ele quase quebrando a cara do Karkaroff, em OdF vemos como ele enfrenta o Ministério, soca todos os guardas da Umbridge em defesa de McGonagall e Canino, ele vai atrás dos gigantes com a cara e a coragem… ele faz coisas que não é pra qualquer um. Eu acho admirável sua coragem, ele é guerreiro da OdF… você o viu tremer de medo em algum momento? Ele se colocou a disposição para estar com o verdadeiro Harry a caminho da Toca no sétimo livro… ele não teme os comensais… pode ter suas supertições de não falar o nome de Voldemort, e pode ter seus medos… mas na hora H ele está lá… e o verdadeiro corajoso é aquele que enfrenta seus medos, pois ninguém está totalmente isento deles.

Hagrid faz suas próprias leis, até abusando da boa vontade de Dumbledore, como contrabandear um dragão, como trazer um gigante escondido pra Floresta Proibida, como a família de acromantulas, etc… Mas tudo é de forma tão ingênua, sem nenhuma má intenção, que as coisas acabam dando certo.

Hagrid é aquela pessoa ignorante, no sentido de ser iletrado, por mais que ele saiba ler e escrever, não tem conhecimentos culturais que o preparem, por exemplo, pra enfrentar uma pessoa como Lucius Malfoy, e isso o deixa perturbado e triste. Mas isso não significa que ele seja covarde, ele mostra sua força naquilo que conhece, e em seu despreparo acaba sendo vítima de injustiças, como ser expulso de Hogwarts e ser preso quando os novos ataques recomeçam.

Mas, como na maior parte dos caipiras, por mais que inculto que Hagrid seja, ele tem grandes conhecimentos espirituais (na falta de uma palavra melhor, vou usar essa mesma), como em seu respeito e interesse perante a natureza, especialmente aos animais, em sua simplicidade de vida (Horace Slughorn acha um monte de tesouros na cabana de Hagrid que, simplesmente, são úteis para ele e não pelo valor monetário), e, também, em suas relações humanas. Hagrid gosta das pessoas – pode ter um preconceito pelos sonserinos, mas de princípio é sempre bondoso com todos, se dá muito bem com crianças, tenta agradar, etc.

E, se repararem ao seu redor, milhares de pessoas são como Hagrid em nossas vidas – é óbvio que ele é mais uma das várias faces do preconceito que a Jo tentou mostrar em sua saga.

Aliás Dan, sobre o tópico que vc levantou do shipp Hagrid/Maxime, eu acho justamente que Hagrid e Maxime não ficaram juntos justamente por que Hadrid é um cara simples do campo, enquanto Olímpia Maxime obviamente é uma mulher sofisticada de Paris – basta olhar para a classe que ela tem, seus vestidos maravilhosos e sua postura que impressiona a todos. Por maior interesse e semelhanças entre eles, é muito difícil ir contra sua própria natureza por causa de um relacionamento… e sinceramente, alguém consegue imaginar Maxime morando em Hogwarts? A idéia é cômica…

E, especialmente, Hogwarts sem Hagrid seria… seria… outra Hogwarts, pra dizer o mínimo. É uma das partes que mais me emociona no epílogo, quando Harry diz a Albus que Hagrid o aguarda para uma xícara de chá em sua primeira semana em Hogwarts, pois foi exatamente isso que aconteceu na primeira sexta-feira de Harry na escola de Magia.


pollykeat | Thursday, 04 de February de 2010

Adorei a coluna, Hagrid sempre no nosso coração. *-*


JK | Sunday, 07 de February de 2010

It’s good! Congratulations Harry Potter lovers! I love these words. Congratulations!


Brunna Cassales | Saturday, 13 de February de 2010

Parabéns, Pâmela! Coluna emocionante… Maravilhosa!
Também fico indignada quando subestimam Hagrid!
Afinal, ele é o meio-gigante mais meigo que existe!
Concordo plenamente com Praty.


Anonymous | Thursday, 18 de February de 2010

Concordo com a coluna e com o que a Pretty disse: é claro que Hagrid é essencialmente bom, e nobre. E digno da confiança que Harry, Dumbledore e Moody depositaram nele, sempre.

Mas tem uma coisa que o Dan disse que me soou pertinente: “bom é dumbledore, hermione, lupin… bons são os personagens que não tem uma distinção a pessoa a quem destinar o ato da dita bondade, pra mim”.

Eu acho que hagrid não escolhe. Ele é bom ‘universalmente’ Dan. É claro que ele não abraçou a causa do FALE, mas é só porque ele não é tão instruido quanto a mione, ou o Dumbledore, ou o Lupin. Mas é veradadetambém que ele protegia o malfoy nas aulas como qualquer outro aluno, e se preocupava com a segurança dele também. Ele não fazia distinção.

Agora, sabe quem se encaixa nessa sua ótima descrição de bondade? o Rony. Alias, ele NÃO se encaixa. Sempre o achei com um caráter duvidoso. È o tipo de cara que abandonou o Harry diversas vezes (calice, relíquias) enquanto a mione nunca fez isso. Não por bobeira. É o cara que valorizou mais a firebolt do que a mione; é o cara que queria convencer harry a não destriur a varinha das varinhas e que adorou a idéia de enganar o duende, quando foram invadir o ministério.



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